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Mercado de bens de luxo reduz crescimento à metade, diz estudo

Roma, 21 out (EFE).- O mercado internacional de bens de luxo reduzirá seu crescimento anual à metade em 2008 em relação a 2007, passando de 6,5% a 3%, aponta um estudo realizado pela consultoria americana Bain & Company para a associação de empresários italiana Altagamma.

EFE |

Apresentado hoje em Milão, ele adverte que 2009 será ainda pior.

Em 2008, o relatório prevê que o mercado de bens de luxo gere 175 bilhões de euros (aproximadamente US$ 231 bilhões), contra os 170 bilhões de euros (cerca de US$ 225 bilhões) do ano passado.

Brasil, Rússia, China e Índia, como mercados emergentes, terão os maiores aumentos no negócio deste tipo de bens nos próximos cinco anos, afirma o relatório, que também prevê que o último trimestre de 2008 será especialmente negativo para o mercado de luxo.

Por regiões, o continente americano mostra os primeiros sinais de recessão, já que 2008 será invariável em relação aos valores de 2007, um freio motivado pela crise das hipotecas lixo e pelo impacto da crise financeira no poder aquisitivo e na confiança dos consumidores.

Mesmo assim, o continente manterá a segunda posição no mercado deste tipo de bens pelos cerca de US$ 76 bilhões que gerará em 2008, em relação aos cerca de US$ 88,3 bilhões da Europa, o maior mercado de luxo do mundo.

Por produtos, o crescimento do mercado de luxo de moda feminina apresentará um crescimento de apenas 0,5% em 2008, contra 6% registrados em 2007.

O mesmo, segundo o relatório, ocorrerá no setor de moda masculina, onde cabe destacar o retrocesso que o mercado do luxo experimentará no Japão, com uma queda de 4%.

Os sapatos e relógios de luxo conseguirão segurar a barra e não crescerão muito abaixo do que no ano passado, mas o mercado da joalheria experimentará uma grande redução no crescimento, que passará de 9% em 2007 para 2,5% este ano.

O ano de 2009 será o pior para o mercado de luxo, com um crescimento que variará entre 2% e uma queda de 2%, e a Europa sofrerá uma grande recessão no comércio deste tipo de bens.

Os analistas da Bain & Company prevêem, no entanto, que as oscilações no mercado de divisas internacional tenham pela primeira vez um impacto positivo no setor dos bens de luxo, sobretudo, graças à recuperação do dólar e do iene em relação ao euro. EFE mcs/ab

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