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Mercado: Commodities deram o rumo para Bovespa, dólar e juros na sexta

SÃO PAULO - Mais uma semana passou e o tom negativo permanece nos mercados brasileiros. O panorama deixou de ser negativo apenas para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Dólar e juros futuros também ganharam contornos mais graves.

Valor Online |

A queda no preço das commodities, além de atingir os principais ativos da bolsa, está promovendo uma rodada de valorização da moeda norte-americana em todo o mundo, e também piora as perspectivas para o saldo comercial brasileiro, que tem grande dependência de matérias-primas.

Com a visão de queda no dólar perdendo força, a moeda também pode deixar de ser instrumento para o controle de preços. Para muitos economistas, o principal canal de transmissão da política monetária é a taxa de câmbio apreciada.

As commodities caem em meio à crescente preocupação com o ritmo de crescimento da economia mundial. A Europa dá sinais de forte desaceleração enquanto os agentes acompanham o ritmo de crescimento da China. Quanto aos Estados Unidos, as visões são divergentes - para alguns, o país já bateu no fundo do poço e agora deve começar a se recuperar; para outros, a crise se arrasta durante todo o ano de 2009, com retomada apenas em 2010.

Voltando para o dia-a-dia dos mercados. Enquanto a queda no preço do petróleo e outras commodities é vista como ordem de compra em Wall Street, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a indicação é de venda. Puxado pelas ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas o Ibovespa fechou a sexta-feira com baixa de 0,76%, aos 56.584 pontos. O giro seguiu baixo, em R$ 3,97 bilhões. Na semana, a perda foi de 1,8%. No ano, o índice acumula queda de 11,4%.

O dólar subiu em todos os cinco pregões da semana passada. Cinco valorizações consecutivas não eram observadas desde novembro de 2007. Além de refletir a alta global da moeda, a formação da taxa também exprime a saída efetiva de recursos do mercado brasileiro, sejam lucros e dividendos de empresas, ou ganhos obtidos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Depois de bater R$ 1,625 na máxima, o dólar comercial encerrou a sexta-feira com apreciação de 1,06%, valendo R$ 1,607 na compra e R$ 1,609 na venda. Tal patamar de preço não era registrado desde o começo de julho. Na semana, o dólar subiu 3,2%. Mas, no ano, a queda acumulada ainda é de 9,45%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda subiu 0,97%, para R$ 1,6080. O volume financeiro somou US$ 213,2 milhões. O giro interbancário ficou em US$ 5,6 bilhões.

Esse aumento no dólar também refletiu sobre a tomada de posições no mercado de juros futuros. No entanto, a rodada de índices de inflação abaixo do esperado acabou falando mais alto.

O IPC-S e IPCA abaixo da mediana e a primeira prévia do IGP-M apontando deflação confirmam a idéia de que o pior da inflação já ficou para trás. No entanto, olhando os índices mais de perto, alguns componentes relacionados à demanda, como serviços, não recuam da mesma forma que os alimentos.

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, fechou com baixa de 0,07 ponto, a 14,59% ao ano, enquanto o vencimento de janeiro 2011 ficou estável, a 14,28%. Na contramão, janeiro 2012 ganhou 0,05 ponto, para 14%.

Entre os contratos curtos, o vencimento para setembro de 2008 perdeu 0,01 ponto, para 12,87%. Outubro de 2008 também cedeu 0,01 ponto, para 13,11%. Novembro de 2008 fechou estável, a 13,31%, e janeiro de 2009 se desvalorizou 0,01 ponto, a 13,72%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 577.625 contratos, equivalentes a R$ 48,91 bilhões (US$ 30,87 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 243.200 contratos, equivalentes a R$ 20,09 bilhões (US$ 12,68 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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