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Mercado: Bolsa cai mais de 8% e dólar sobe 0,86% antes de ajuste final

SÃO PAULO - O mercado doméstico continua acompanhando a onda de pessimismo externo e registra perdas em bolsa, salto nas taxas de juros e valorização acomodada do dólar - graças a intervenções do Banco Central. Às 16h12, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) registrava baixa de 8,63%, aos 30.901 pontos, com giro financeiro de R$ 3,1 bilhões.

Valor Online |

O índice piorou nesta tarde e se aproxima das mínimas registradas na abertura.

O dólar comercial registra modesta variação de alta desde que o BC venceu US$ 2,457 bilhões em swap cambial e fez também dois leilões de venda à vista, com taxa de corte a R$ 2,35 pela manhã e de R$ 2,304 nesta tarde. A moeda sobe agora, pouco antes do ajuste final, 0,86%, comprada a R$ 2,3230 e vendida a R$ 2,3250, depois de ter alcançado o preço máximo de R$ 2,40 (+4,12%).

Pedro Galdi, analista de investimentos da corretora SLW, diz que a referência para a bolsa paulista continua sendo majoritariamente externa. A tensão gerada pela perspectiva de recessão vem se acentuando a cada novo indicador que mostra a piora da situação. Hoje foi a vez do Reino Unido, onde o PIB caiu 0,5% no último trimestre.

O fato de metais e petróleo continuarem a cair de preço no mercado internacional também prejudica as operações na bolsa doméstica, onde empresas ligadas a commodities respondem por boa parte do movimento. "O mal-estar ocorre em todas as bolsas e aqui também, a incerteza no curto prazo ainda é muito grande", diz.

Na bolsa paulista há também temores de perdas adicionais de empresas compromissadas em derivativos cambiais. As ações de bancos também não reagem bem desde que o governo anunciou medida preventiva que permite aquisições de bancos privados por estatais, caso seja necessário. O mercado tem medo de que a medida só tenha sido tomada devido à existência de problemas em instituições financeiras, mas nada novo surgiu nesse sentido. "Nem mesmo a Vale, que divulgou bom resultado, está em alta hoje" lembra o analista.

Instantes atrás, Petrobras PN caía 10,6% (R$ 20,29) e Vale PNA cedia 1,93%. As units do Unibanco declinavam 13,47% (R$ 9,95) mesmo com o lucro divulgado hoje e os papéis PN do banco Itaú perdiam 9,64% (R$ 17,70). Bradesco PB apontava baixa de 6,99% (R$ 20,09).

Para Vanderley Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, o segmento cambial está mais tranquilo desde ontem, respondendo melhor aos instrumentos de liquidez que estão sendo usados pelo Banco Central. A melhora, segundo ele, se deve ao fato de o BC ter mostrado o quanto está disposto a colocar no mercado (US$ 50 bilhões em swap cambial) caso seja necessário.

"Desde ontem as oscilações estão menos drásticas, em comparação com o que ocorre em bolsa. Além disso, a moeda americana está em alta ante todas as demais, sobretudo euro e libra", diz Arruda. A perspectiva, portanto, é de que a cotação da divisa continue equilibrada pela oferta de dólares que o BC está disposto a fazer.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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