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Mercado aposta em petróleo a US$ 100 o barril

A manutenção dos preços internacionais do petróleo na casa dos US$ 100, com margem de US$ 5 para cima ou para baixo, é a aposta da vez no mercado financeiro. Cinco analistas consultados pelo Estado apontaram essa tendência.

Agência Estado |

Para o analista do Banco do Brasil Nelson Rodrigues de Mattos, "todas as forças que não eram relacionadas a demanda e oferta estão deixando de oferecer pressão aos preços da commodity". Para ele, a tendência é que, com a previsão de demanda de combustíveis em queda também para 2009, o preço reflita com maior precisão essa realidade.

"No início do ano, o aumento no valor do barril foi motivado mais por especuladores que viram aí uma oportunidade de investimento alternativo, por causa da crise do subprime americana. O que ocorreu foi que, mesmo com a sinalização de que o consumo estava caindo, os preços cresceram. Agora, essa sinalização está prevalecendo", disse.

Para o consultor da Corretora Ágora, Luiz Otávio Broad, mesmo nesse patamar o valor do barril é bom para a Petrobrás. "Claro que o valor maior seria melhor. Mas US$ 100 é muito bom", avaliou.

Segundo um analista de instituição financeira de São Paulo que não pode se identificar por causa de regras da empresa, a remuneração de US$ 100 por barril é mais do que suficiente para bancar o desenvolvimento do pré-sal. "Se esse é o medo de queda, não se justifica."

Para ele, no entanto, a manutenção do barril nos US$ 100 torna mais real a análise de investimentos. "Avaliar projetos com o foco no barril a US$ 140 é especular demais e é um risco elevado. Mas nenhuma empresa estava prospectando dessa maneira. Assim como nenhuma considera o valor exato dos US$ 100 para aprovar financeiramente um projeto", disse.

Outro analista de corretora de São Paulo que também não pôde se identificar lembrou que os projetos mais difíceis haviam começado a se viabilizar a partir do momento em que o barril do petróleo atingiu US$ 60, há dois anos. "Esse movimento foi suficiente para aquecer de maneira surpreendente o mercado de equipamentos."

A queda no preço internacional do barril de petróleo foi insuficiente para zerar a defasagem dos preços nacionais do diesel e da gasolina em relação ao mercado externo. Segundo o analista Nelson Mattos, do Banco do Brasil, a gasolina está 2% mais barata e o diesel, 11%.

A queda do petróleo, de US$ 40 no último mês, foi praticamente anulada pela valorização do dólar em torno de 10% no período, explicou o analista. Ele lembrou que, para a estatal, a redução da diferença deve trazer bons resultados no balanço do terceiro trimestre.

Além de uma defasagem menor nos preços internos em relação ao mercado internacional, o reajuste da gasolina e do diesel repassados para os preços em 30 de maio terá impacto sobre os três meses e não apenas sobre dois meses, como ocorreu no segundo trimestre. "A Petrobrás continua ganhando, mesmo com a queda do petróleo. E deve registrar um terceiro trimestre melhor, porque não terá mais o impacto negativo do câmbio. Pelo contrário, agora seus ativos em dólar valorizaram", disse Mattos.

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