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Mercado: Agosto começou com perda na Bovespa e dólar abaixo de R$ 1,56

SÃO PAULO - O mês de agosto começou de forma pouco animadora para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que teve mais um pregão de forte baixa. No câmbio, uma grande entrada relacionada à compra da IronX, parte cindida na MMX, puxou a taxa para baixo de R$ 1,560, nova mínima em mais de nove anos. Os juros futuros recuaram seguindo a divulgação de mais um dado de inflação abaixo do esperado.

Valor Online |

O cenário externo influenciou, mas a venda de ativos relacionado às commodities foi o que determinou o comportamento da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O índice perdeu 3,15%, encerrando aos 57.630 pontos. O giro financeiro foi baixo, somando apenas R$ 4,18 bilhões. Apesar da queda, o índice fechou a semana com valorização de 0,75%.

Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos caíram forte, com indicação de venda por parte dos investidores estrangeiros. Falando nisso, o saldo de negociação direta deve bater novo recorde negativo em julho pelas estimativas do mercado, superando os R$ 7,4 bilhões sacados em junho.

Em Wall Street, o petróleo em alta e um prejuízo de US$ 15,5 bilhões para General Motors (GM) pesaram sobre o humor do investidor, que também recebeu leitura pouco animadora sobre a atividade no setor industrial. Ao final da sexta-feira, o Dow Jones diminuiu 0,45%. O Nasdaq recuou 0,63%.

O grande evento do dia foi o desempenho do mercado de trabalho dos EUA. Foram fechadas 51 mil vagas no mês passado, contra a previsão de 70 mil. Com isso, a economia norte-americana registra fechamento de postos de trabalho em todos os meses do ano, mas alguns analistas acreditam que o pior já ficou para trás e a tendência agora seria de recuperação, ou perdas cada vez menores de vagas. Como não poderia ser diferente, a taxa de desemprego subiu de 5,5%, para 5,7%, maior patamar em quatro anos.

As vendas na Bovespa e o cenário externo pouco estimulando não fizeram preço no mercado cambial. A formação da taxa foi influenciada pelos rumores da entrada de US$ 3,5 bilhões.

Depois de bater R$ 1,556 na mínima, o dólar comercial fechou a R$ 1,557 na compra e R$ 1,559 na venda, queda de 0,25%. O valor é o menor desde 19 de janeiro de 1999, quando a moeda encerrou a R$ 1,558. A perda na semana ficou em 0,89%. No ano, a baixa é de 12,26%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda apresentou desvalorização de 0,22%, para R$ 1,5591. O volume financeiro somou US$ 380,25. O giro interbancário foi bastante elevado, mais de US$ 5,7 bilhões.

Ganha força no mercado de juros a idéia de que o ajuste na taxa básica Selic deve ser mais intenso, porém, mais curto, o que beneficia o previsão de juros na ponta longa. Além disso, começa a se consolidar a visão de que a inflação, daqui para frente, será menos pressionada, expectativa reforçada pelo IPC-S de julho, que ficou abaixo do esperado refletindo recuo no preço dos alimentos.

Por outro lado, os vencimentos mais curtos ficam pressionados pela sinalização de descompasso entre oferta e demanda, percepção bastante estressada pelo Banco Central (BC) na ata do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, acabou com baixa de 0,11 ponto, a 14,77% ao ano. O vencimento janeiro 2011 perdeu 0,20 ponto, para 14,35%, e janeiro 2012 também recuou 0,20 ponto, para 13,95%.

Entre os contratos curtos, o vencimento para janeiro de 2009 fechou estável a 13,71. Agosto de 2008 não teve negócios e setembro de 2008 recuou 0,01 ponto, para 12,84%. Outubro de 2008 fechou a 13,08%, sem alteração.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 621.600 contratos, equivalentes a R$ 50,95 bilhões (US$ 32,52 bilhões), montante 52% maior do que o registrado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 358.485 contratos, equivalentes a R$ 29,46 bilhões (US$ 18,80 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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