Ao deixar a VII Reunião Extraordinária do Conselho do Mercado Comum, o senador Aloizio Mercadante(PT-SP) disse que a proposta discutida no encontro, de o G-8, grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia, fortalecer o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo Monetário Internacional(FMI), inclusive com aporte financeiro, permitirá que os dois organismos dêem liquidez aos sistemas financeiros de países que estão solventes, mas precisam de liquidez. Segundo ele, a medida não teria como alvo o Brasil especificamente.

"O Brasil não é propriamente o caso, porque temos US$ 200 bilhões e R$ 259 bilhões de reservas. O Brasil não precisa. O sistema financeiro do Brasil é sólido e a (falta de) liquidez está sendo vencida com as medidas", disse.

Mercadante evitou mencionar quais países da região estariam em condições mais frágeis. Lembrou, porém, que os países muito dependentes de preços de matérias-primas (commodities) precisariam de ajuda. Para ele, os problemas são resolvidos a cada dia. Citou que já foram liberados US$ 6,5 trilhões no exterior, o que classificou como uma coisa inédita. "E, no entanto, a crise financeira ainda não se estabilizou", disse. Mercadante ressaltou que o Banco Central está muito atento a estabilizar a taxa de câmbio e buscando dar liquidez no sistema.

Ele evitou fazer um prognóstico sobre a avaliação do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em torno da Selic, taxa básica de juros. Disse que conversou com o Meirelles, que também não falou sobre o assunto. Mas avaliou: "O Copom vem em 48 horas e a minha visão é que nós vamos ter mais espaço na política monetária neste processo", afirmou. Para ele, a desvalorização no câmbio ocorrida nos últimos dias é uma pressão inflacionária. "Por isso, a estabilização do câmbio é muito importante para aumentar o alívio sobre a política monetária", afirmou.

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