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Mercadante defende dólar estável para queda de juros

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse hoje, em Curitiba, que a estabilização da taxa de câmbio é um passo importante para que haja uma queda significativa e sustentável da taxa de juros, ao ser questionado se vê condições para que o Conselho de Política Monetária (Copom) reduza a Selic. A taxa de juros é muito alta e pode cair bastante, e cairá seguramente, mas é muito importante que o câmbio se estabilize porque com essa volatilidade acaba tendo pressão inflacionária, afirmou.

Agência Estado |

Ao discursar no seminário "Crise - Rumos e Verdades", promovido pelo governo do Estado do Paraná, Mercadante acentuou que o Brasil é um dos países com maiores possibilidades de crescimento a partir da crise que se instalou no mundo. Sobretudo porque a demanda por alimento deve continuar. "Vamos ter grande papel nessa solução", acentuou. Além disso, ressaltou que o País pode avançar na área energética, com a exploração do pré-sal e da biomassa. "Temos a oportunidade de dar um salto", disse.

Após defender as medidas pontuais que têm sido tomadas pelo governo federal para atender os setores de crédito, agropecuária e construção civil, ele destacou a necessidade de consolidar a integração do Mercosul e de se estabelecer um novo marco regulatório do sistema financeiro internacional, em que uma das principais discussões seja o fim dos 78 paraísos fiscais. "Talvez seja a melhor contribuição para um novo arcabouço financeiro", opinou.

A luta contra a especulação nos mercados financeiros também foi apresentada como uma das medidas a serem tomadas após a crise mundial pelo economista da Universidade Estatal de Moscou Andrey Kobyakov. "O sistema financeiro é corrupto e imoral, é ineficiente para atender às necessidades da sociedade", afirmou. Para o professor da Universidade Federal de Santa Catarina, economista Nildo Ouriques, os Estados Unidos já estão em depressão, enquanto o Brasil deve entrar em "espiral de recessão". "O grau de endividamento das empresas brasileiras implica que vamos sofrer ataque especulativo", acentuou. "O problema essencial na economia real está longe de ser resolvido."

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