O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) defendeu enfaticamente hoje um aporte de capital pelo governo na Petrobras. Ele se referia a uma proposta que vem sendo discutida na comissão interministerial, prevendo que o governo conceda à Petrobras as reservas da União contíguas aos blocos do pré-sal na Bacia de Santos e que poderiam exigir um processo de unificação (dos blocos).

Voz dissonante em seminário promovido pelo Instituto Brasileiro do Petróleo para discutir os desafios do pré-sal, Mercadante deixou clara a posição do governo: "Não há nenhuma alternativa para o pré-sal que não passe pelo fortalecimento da Petrobras", disse o senador.

Indagado sobre a legalidade deste aporte de capital no âmbito da atual lei do petróleo, Mercadante frisou que, como sócio majoritário, o governo teria o direito de fazer um aporte na Petrobras. "É um direito regido pela lei das S.A.", disse. Ele, no entanto, disse que o aporte aumentaria a participação do governo na estatal, ao contrário do que vinha sendo comentado no mercado, de que a Petrobras seria obrigada a emitir ações na mesma proporção para os sócios minoritários. "Mesmo para os minoritários é muito mais importante uma Petrobras forte", disse o senador.

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