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Bancos seguram Bovespa em território positivo; dólar sobe

SÃO PAULO - Com destaque para os papéis do setor financeiro, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) consegue se segurar em território positivo. Por volta das 13 horas, o Ibovespa apresentava leve valorização de 0,09%, para 55.983 pontos, com giro financeiro em R$ 1,70 bilhão, baixo para esse período do dia.

Agência Estado |

O número de empresas optantes do regime unificado - 2,97 milhões - já representa 74,2% das 4 milhões de MPEs em atividade no País. Só no Estado de São Paulo cerca de 900 mil já aderiram ao Super Simples. Segundo o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, o motivo é que o novo sistema trouxe boas perspectivas para o futuro empreendedor. "Junto com a Lei Geral (das micro e pequenas empresas), o Simples Nacional animou as pessoas que tinham dúvida em montar o próprio negócio e fez com que muitas outras saíssem da informalidade, o que gerou um aumento na quantidade de novos negócios", afirmou.

Adesões

Outro indicativo da boa aceitação do sistema pelas MPEs está no aumento da adesão ao regime pelas empresas novas, que pode ocorrer a qualquer época do ano, enquanto que as empresas em atividade devem esperar até janeiro. Levantamento do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) revela que o total de adesões em julho último foi de 35,6 mil, enquanto que no mesmo mês de 2007, quando o Super Simples entrou em vigor, 15,7 mil MPEs fizeram a opção.

"O balanço é extremamente positivo, tanto para a Receita, na questão da integração da arrecadação com Estados e municípios, como para as empresas, que tiveram benefícios em relação a carga tributária. Era um desafio muito grande que conseguimos colocar em operação", disse o secretário-executivo do CGSN, Silas Santiago. Durante esse um ano, destacou, apenas 16 mil MPEs pediram a exclusão do sistema por concluírem que não compensava.

Valeu a pena

Uma das novas MPEs que surgiram neste período estimulada pela simplificação da carga tributária foi o negócio do empresário Fabio Mazzon Sacheto. Sócio de uma indústria de cosméticos de pequeno porte há nove anos e dono de uma distribuidora do mesmo setor, ele preferiu abrir uma nova empresa na mesma atividade para que seus outros dois negócios pudessem participar do Super Simples.

"Não precisei fazer nenhuma cálculo aprofundado para ver o ganho que tinha com o Super Simples. Então, para o faturamento da minha empresa não exceder o limite de R$ 2,4 milhões resolvi abrir uma nova distribuidora", conta Sacheto. Segundo ele, o pagamento de impostos cai pela metade no Simples.

Cálculos do Sebrae-SP mostram que a economia com o pagamento de impostos no regime unificado pode chegar a 78,5%. Porém, há casos, como o das instituições de ensino, em que o Super Simples elevou a carga tributária - até 15% -, segundo o próprio setor.

Por conta disso, o sócio da NK Contabilidade, Rogério Kita destaca que é preciso calcular bem os efeitos do regime antes de fazer a adesão. "Saber se é mais vantajoso ou não depende de vários fatores, como o tipo de setor, porte da empresa, número de funcionários e faturamento. Em geral, vale mais para as atividades comerciais do que para prestadores de serviços."

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