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Menor confiança de americanos reforça previsão de queda de juros

César Muñoz Acebes. Washington, 28 out (EFE).- A queda da confiança dos consumidores dos Estados Unidos para o menor nível desde que se tem registro reforçou hoje a previsão dos analistas de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) reduzirá na quarta-feira a taxa de juros, em outro embate contra a crise.

EFE |

Os mercados de futuros apontam para uma redução de meio ponto percentual, o que deixaria a taxa em 1%, a menor desde 2003.

Os investidores deram hoje por certa a medida e em antecipação o índice Dow Jones Industrial, mais importante das bolsas de Nova York, subiu quase 11%.

"O Fed vai querer dar um sinal de que está fazendo tudo o que pode para tentar minimizar uma recessão que já começou", disse à Agência Efe Dana Johnson, economista-chefe do Comerica, que afirmou não ter certeza se o corte das taxas será de 0,25 ou 0,5 pontos.

Os americanos parecem ter a mesma avaliação pessimista da economia, a julgar pelo índice de confiança dos consumidores do "Conference Board", que registrou seu menor nível desde que foi criado há mais de 40 anos.

Trata-se de um sinal muito ruim para as lojas, que temem um Natal não muito feliz para elas.

"Estamos em uma situação sem precedentes. Nunca vimos o índice neste nível. Demonstra que os consumidores estão recebendo golpes de todos os lados", opinou Justin Hoogendoorn, estrategista chefe da BMO Capital Markets.

Embora o preço da gasolina tenha diminuído, o que ajuda à economia familiar, os americanos estão mais pobres que antes por conta da corrosão sofrida por seus investimentos e seus planos de previdência e da desvalorização de suas casas.

O preço dos imóveis para uma família caiu 16,6% em agosto, comparado com o ano anterior, um número recorde, segundo o índice S&C Case/Schiller, que acompanha o mercado nas 20 maiores cidades dos EUA e que foi divulgado hoje.

Também abalam o consumo, que representa 70% da atividade econômica americana, a alta do desemprego e a escassez de crédito.

Neste sentido, o subdiretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky, pediu hoje, em discurso em Nova York, que os principais bancos centrais do mundo continuem injetando liquidez "de forma generosa" nos mercados.

A forma tradicional de dar essa liquidez é com a diminuição dos juros, o que serve de base para taxas hipotecárias, de cartões de crédito e de empréstimos para a compra de automóveis, por exemplo.

O Fed já a reduziu em meio ponto em 8 de outubro, como parte de um movimento coordenado entre bancos centrais nos países ricos. No entanto, os mercados continuam frágeis e o medo da recessão, ao invés de se dissipar, se aproxima da certeza.

A questão agora é se é possível evitar uma contração profunda no crescimento e, para isso, sob a batuta de Ben Bernanke, um especialista na Grande Depressão de 1929, o Fed quer a todo custo evitar os erros daquela época, quando o banco central reduziu a liquidez, invés de aumentar.

O banco central tomou medidas heterodoxas, como emprestar a todo tipo de companhias financeiras e comprar letras de câmbio de empresas, em uma tentativa de manter vivo o crédito.

No âmbito monetário, restam poucas armas para combater a crise, já que as taxas se aproximam de 0%.

No entanto, já que as expectativas de inflação caíram, não reduzir os juros neste momento significaria uma alta dos juros reais.

Previsivelmente, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra seguirão o exemplo do Fed e também diminuirão suas taxas na próxima semana.

Além disso, o Banco do Japão considera uma redução de 0,25 ponto percentual, segundo relatórios da imprensa local.

Isso acrescentaria um rio de dinheiro barato aos mercados, com a esperança que ao invés de encher suas reservas, os bancos comecem a emprestar de novo. EFE cma/rb/rr

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