Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Membros do Fed apontam para alta de juros em reunião

Washington, 16 jul (EFE) - Os membros do comitê que fixa a política monetária dos Estados Unidos consideraram provável durante a última reunião do grupo, realizada no final de junho, que o próximo passo seja uma alta de juros, conforme se reflete nas atas, divulgadas hoje.

EFE |

"Dado o aumento dos riscos em alta da inflação e das expectativas de inflação, os membros acharam que a próxima mudança de política poderia ser um aumento da taxa de referência", diz o documento.

Alguns dos participantes do encontro, que ocorreu em 24 e 25 de junho, disseram que a alta deveria acontecer "muito em breve", em vista de que a economia não estava em uma posição tão fraca como se tinha temido.

Por outro lado, outros dos membros do Comitê do Mercado Aberto do Federal Reserve (Fed, banco central americano) opinaram que o alto custo do crédito era um sinal da fraqueza do sistema financeiro.

No final, o Comitê decidiu deixar os juros inalterados, em 2%, pela primeira vez desde que iniciou, em agosto, uma série de reduções drásticas do preço do dinheiro perante a explosão da crise imobiliária e financeira.

Richard Fisher, presidente do banco público do distrito de Dallas, foi a única voz dissonante, com um voto a favor de aumentar as taxas.

A inflação nos Estados Unidos subiu 1,1% em junho, a maior alta em 26 anos, informou hoje o Departamento de Trabalho americano.

Ben Bernanke, o presidente do Fed, disse hoje perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara Baixa que cresceu o risco de uma alta maior que a prevista da inflação.

Ao mesmo tempo, falou que as perspectivas de crescimento enfrentam "riscos significativos".

Os analistas interpretaram estes comentários como uma avaliação equilibrada das ameaças da inflação, por um lado, e a fraqueza econômica, por outro.

No comunicado de 25 de junho, o Comitê do Mercado Aberto tinha se mostrado mais preocupado pela alta de preços do que pelo crescimento.

Entre essa data e o discurso de Bernanke perante o Congresso se renovaram os problemas financeiros, com a intervenção pública do banco californiano IndyMac e a queda em bolsa das ações das firmas hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae, ao que o Governo respondeu com um plano para seu resgate, se fosse necessário.

As atas revelam que alguns membros do Comitê estão preocupados com a inflação.

Eles destacaram que a taxa interbancária de 2%, de referência nos Estados Unidos, representa juros negativos, uma vez que se desconta a inflação, e é "muito baixa para parâmetros históricos".

"Se for mantida, poderia elevar a trajetória da inflação", alertaram. EFE cma/db

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG