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Meirelles volta a dizer que crédito se recupera

RIO - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, voltou a dizer ontem que já é possível identificar uma recuperação gradual do crédito depois da forte contração registrada no início de outubro. Contribuiu para essa melhoria o fato de os bancos públicos ainda responderem por uma parte significativa do mercado brasileiro de crédito, afirmou Meirelles.

Valor Online |

Ele acrescentou que, em 2009, a economia brasileira vai desacelerar.

" Mas as estimativas são de que o Brasil vai crescer acima da média mundial (no ano que vem) " , disse Meirelles. Ele palestrou no Encontro Latino-Americano da Sociedade Econométrica (Lames, na sigla em inglês) e da Associação de Economia da América Latina e do Caribe (Lacea), promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa).

No discurso de encerramento, Meirelles avaliou que apesar de as condições de crédito não terem retornando plenamente aos níveis anteriores à crise, em setembro, o mercado de trabalho continua a ser a " âncora " da demanda doméstica. Segundo ele, não há sinais de que as condições fiscais vão se deteriorar no futuro próximo reduzindo os volumes de transferências do governo para as pessoas.

Para Meirelles, o Brasil mostrou-se mais bem preparado para esta crise do que esteve no passado em função de várias condições. Citou o fato de o país ter acumulado reservas internacionais de US$ 200 bilhões e de ser um credor líquido em moeda estrangeira. Nessa situação, quando há uma depreciação do real, a dívida pública cai.

A relação entre a dívida pública líquida e o Produto Interno Bruto (PIB) declinou de 40,5% em agosto para cerca de 37% no fim de outubro, disse. Os bancos brasileiros não estavam expostos ao mercado de crédito americano, observou. Meirelles afirmou, no entanto, que o colapso do Lehman Brothers em setembro representou uma virada na economia brasileira. O principal canal de transmissão da deterioração do cenário externo para o mercado doméstico foi o crédito. As linhas para comércio exterior ficaram praticamente interrompidas.

Meirelles também citou como canais de contágio a aversão a risco e a queda nos preços das commodities. Esses fatores combinados contribuíram, segundo ele, para depreciar o real. O presidente do BC disse que, embora os dados do PIB referentes ao terceiro trimestre ainda não tenham sido divulgados, os principais indicadores sugerem que a economia brasileira continuou crescendo rapidamente até setembro.

(Francisco Góes | Valor Econômico)

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