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Meirelles vê governo preparado para agir contra dados preocupantes

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, reiterou nesta segunda-feira que a economia mundial vive um momento sério e grave, e disse que o Brasil apresenta uma série de indicadores preocupantes. O chefe da autoridade monetária acrescentou, no entanto, que o governo está preparado para enfrentar os problemas e tomar as medidas necessárias.

Valor Online |

A declaração é feita dois dias antes de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidir sobre o futuro da taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano. A perspectiva do mercado é de queda de pelo menos 0,5 ponto percentual.

Meirelles preparou para esta terça uma cerimônia em comemoração aos 10 anos de regime de câmbio flutuante, implantado em 18 de janeiro de 1999. Ele destacou que o câmbio livre ajudou o país a atravessar várias crises, e tem sido benéfico também "nesse momento desafiador".

Ao fazer um histórico, o presidente da autoridade monetária criticou quem ataca a livre flutuação da moeda, lembrando que a cotação de estréia foi de R$ 1,32, com pico de R$ 3,96 em 22 de outubro de 2002 e média de R$ 2,34 no período, o preço atual do dólar americano.

"O câmbio flutuante é um sucesso inquestionável, seja do ponto de vista do balanço de pagamentos, seja do ponto de vista macroeconômico", afirmou ele. Meirelles lembrou que há críticas recorrentes a esse regime, mas ressaltou que "os preços relevantes do comércio exterior variam independentemente do câmbio" e que, "no câmbio livre, o ajuste tende a ser mais rápido" pelas várias correntes do mercado.

Segundo Meirelles, sem o câmbio flutuante, "certamente o Brasil estaria em piores condições" para enfrentar a atual crise financeira mundial, destacando que a livre flutuação ajudou o país a enfrentar o colapso das empresas ponto.com em 2000; a crise da Argentina e o apagão energético em 2001; a crise de confiança decorrente das eleições brasileiras de 2002, e a crise atual.

As conseqüências de um regime de câmbio administrado, lembrou Meirelles, são "a perda de independência da política monetária ou o controle de capitais".

Ele destacou ainda que, por conta de "uma regulação prudencial cuidadosa" da autoridade monetária, o sistema bancário doméstico não apresentou os prejuízos que se vê nos mercados avançados, por conta da crise. "Nunca deixamos que o mercado financeiro exagerasse em comportamentos que levaram a fortes perdas em outros países", concluiu Meirelles.

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