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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reafirmou nesta sexta-feira que "toda ajuda é bem-vinda" para o controle da inflação. Ele, contudo, não detalhou que tipo de auxílio ajudaria.

"O Copom (Comitê de Política Monetária) age de maneira absolutamente autônoma, técnica e independente", afirmou a jornalistas, após proferir palestra em evento no Rio de Janeiro. "Como sempre, dizemos que qualquer ajuda que venha é bem-vinda."

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reafirmou nesta sexta-feira que "toda ajuda é bem-vinda" para o controle da inflação. Ele, contudo, não detalhou que tipo de auxílio ajudaria.

"O Copom (Comitê de Política Monetária) age de maneira absolutamente autônoma, técnica e independente", afirmou a jornalistas, após proferir palestra em evento no Rio de Janeiro. "Como sempre, dizemos que qualquer ajuda que venha é bem-vinda."

Meirelles evitou responder sobre perguntas relativas a um eventual superaquecimento da economia, citando que analisaria o quadro econômico em junho. Atualmente, a previsão do BC é de que o PIB brasileiro cresça 5,8 por cento em 2010.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a acenar com a redução de imposto de importação para conter a alta de preços em alguns setores .

Durante a palestra, o presidente do BC afirmou que o Brasil superou as suas vulnerabilidades e que tem como desafio agora enfrentar "as dores do crescimento". Segundo ele, o país precisa viabilizar reformas estruturais.

Meirelles ainda chamou a atenção para a necessidade de uma definição mais clara sobre os papéis do Legislativo, Executivo, Judiciário, Ministério Público e órgãos de fiscalização, entre eles o Tribunal de Contas da União (TCU).

"Acho que nós precisamos fazer um arranjo institucional, tem que se pensar isso no futuro no Congresso...para termos segurança de que um lado da sociedade tenha uma fiscalização eficaz, mas eficaz também no sentido de que as obras possam andar. Esse é um tipo de dilema que temos que discutir e amadurecer no Brasil."

O presidente do BC também, durante sua palestra, destacou o papel do crédito na economia brasileira, mas ponderou que ele ainda é caro no país.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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