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Meirelles repete: aperto monetário durará tempo preciso

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reafirmou, em entrevista ao jornal britânico Financial Times, que está comprometido em manter o aperto monetário pelo tempo que for necessário, como já constava no último comunicado do BC. O objetivo é manter a inflação na meta, entre 2,5% e 6,5%.

Agência Estado |

 

Segundo ele, o momento é propício para trazer a equação entre a oferta e a demanda para um equilíbrio, pois atualmente a diferença entre as duas está sendo suprida pelo aumento das importações.

Meirelles afirmou que, no caso do Brasil, a inflação é uma preocupação não só em razão da alta dos preços das matérias-primas (commodities), mas também pela velocidade acelerada da atividade interna.

O vídeo da entrevista, concedida na residência de Meirelles em São Paulo, faz parte de um especial sobre o Brasil divulgado hoje pelo "FT". Durante a conversa com o jornal britânico, o presidente do BC comentou o anúncio do fundo soberano brasileiro.

Meirelles diz que o esforço fiscal de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para a criação do fundo é bem-vindo. "Como os recursos serão aplicados na compra de títulos brasileiros em reais, representará economia", avalia. A medida também contribuirá para reduzir a relação entre dívida e PIB, que já recuou de 56% para 42%, mas continua como preocupação, conforme apontou o jornalista do "FT".

Outro questionamento foi sobre o déficit brasileiro em conta corrente (saldo das transações do País com o exterior). Segundo o presidente do BC, o resultado deve-se ao nível elevado da demanda interna. Para ele, no entanto, as reservas externas e o nível recorde de investimento externo direto deixam o País em um caminho sustentável. O vídeo da entrevista está disponível no site do "FT".

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