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Meirelles: regime de metas é mais importante que nunca

Em meio a um cenário de turbulência internacional, o regime de metas de inflação tem se mostrado um componente de gerência de política monetária mais importante do que nunca no mundo todo. A avaliação foi feita hoje pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, durante evento realizado na capital paulista para comemorar os 40 anos da revista Veja.

Agência Estado |

"Inflação e nível de atividade são desafios grandes para autoridades de todo o mundo", alfinetou.

De acordo com ele, a economia mundial atravessou um período de estabilidade e crescimento médio elevado, em termos históricos, dentro de um contexto de impacto de aumento da produtividade e de tecnologia. Isso, de acordo com ele, permitiu um ambiente em que países que estavam fora do mercado se integrassem a ele.

O presidente do BC também ressaltou o período recente como positivo, porque houve consolidação do regime de metas de inflação e mais independência dos bancos centrais. "Não há dúvida de que passamos agora por um processo de ajuste", comentou, citando dados negativos da Europa e dos Estados Unidos e suas conseqüências para os demais países do mundo. "O momento é de teste, de inflexão", acrescentou.

De acordo com ele, a crise já está instalada e é severa, mas o Brasil vem obtendo desempenho positivo melhor do que o de países com características similares. "A crise não terminou e não necessariamente passamos pelo pior", analisou.

Meirelles ressaltou que o Brasil foi um dos primeiros a enfrentar o problema e que nos últimos anos o País passou por grandes transformações, como a diminuição da vulnerabilidade externa, com acúmulo de reservas internacionais de aproximadamente US$ 200 bilhões, câmbio flutuante e regime de metas de inflação. "A sociedade está convencida de que o BC está fazendo a inflação convergir para a meta", afirmou. Para ele, todos esses dados positivos do País nada mais são do que os primeiros benefícios trazidos pela sustentabilidade econômica.

Retrocesso

Meirelles alertou que é preciso evitar qualquer generalização a respeito da economia brasileira para que se evitem riscos importantes. Para ele, não deve haver generalização nem dos aspectos otimistas e nem dos pessimistas. "As duas ênfases são importantes. Não podemos abandonar o que deu certo porque o retrocesso existe, basta ver o mundo", afirmou. O presidente do BC evitou fazer comentários mais específicos a respeito do comportamento da inflação, alegando que esta semana antecede a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nos dias 9 e 10.

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