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Meirelles reforça diz que pacote anticrise às vezes atrapalha

BRASÍLIA - Ao contrário de outros países que adotaram pacotes anticrise, o governo brasileiro não optou por este modelo por entender que, ao invés de ajudar, tal iniciativa poderia comprometer a evolução da economia em 2009. Essa foi a justificativa do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, informando ao Congresso que o remédio deve ser aplicado de acordo com cada situação específica, e na dosagem adequada.

Valor Online |

Ele destacou que a questão da liquidez foi o principal efeito da crise mundial sobre o Brasil até agora, mas atacada pela autoridade monetária desde o mês passado. "Eu acredito que o Brasil está tomando o remédio adequado", disse ele.

"Não há mais carência de linhas de apoio à exportação na rede bancária", disse ele, embora reconheça que "ainda há escassez na liberação do crédito geral ao tomador final".

Questionado por parlamentares da Comissão Mista de Orçamento se o governo não teria um plano anticrise, a exemplo de outras economias que têm anunciado ajudas milionárias, Meirelles respondeu: "Ações anticrise também têm efeitos colaterais, e os países têm que tomar cuidado com o uso do medicamento para não sofrerem à frente", disse.

O presidente do BC voltou a citar que o Brasil está "mais forte para enfrentar a crise" do que outras economias, embora não se deva "ter a ilusão" de que está imune.

Ainda usando o exemplo das diferenças no contágio da crise, Meirelles também explicou que alguns países como Estados Unidos e União Européia estão cortando os juros, "porque a inflação está caindo lá e eles estão entrando em recessão". E outros como Rússia e Hungria elevaram as taxas, para se contrapor a fortes desvalorizações cambiais.

Como sempre costuma fazer, o presidente procurou se esquivar da cobrança sobre uma redução nos juros para evitar a desaceleração da atividade em 2009.

"Não devemos esquecer a inflação", alertou. "Inflação não é forma de crescimento", senão o Brasil teria dado saltos na década de 1980, continuou ele.

Meirelles lembrou que o Comitê de Política Monetária (Copom) fará a última reunião do ano no mês que vem, "e levará em conta todos os fatores para a sustentabilidade do crescimento da economia brasileira". E complementou: "não antecipamos nem costumamos dar dicas sobre o que o Copom fará".

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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