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O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reafirmou que o BC não tem meta de taxa de câmbio. Em entrevista em Nova York, ele reiterou que o BC brasileiro tem meta de inflação e que vai simplesmente corrigir problemas eventuais de liquidez nos mercados como qualquer banco central do mundo.

"Quando anunciamos a política de acumulação de reservas em 2004, anunciamos que o Banco Central se reservava o direito de intervir nos mercados quando e se julgasse que havia problemas específicos de liquidez ou de distorção na formação de preços, e isso é a atitude que estaremos tomando neste momento para promover liquidez nos mercados interbancários em moeda externa. (Escassez de) liquidez que é resultado dos problemas de liquidez em dólar no mercado internacional", enfatizou.

"O Banco Central não tem meta de taxa de câmbio, tem meta de inflação", ressaltou, acrescentado que "o BC não tem objetivo de influenciar as cotações de câmbio, vai simplesmente corrigir problemas eventuais de liquidez nos mercados como qualquer banco central do mundo".

Hoje o dólar comercial disparou 5% no meio da tarde e atingiu a cotação de R$ 1,962. No fechamento dos negócios, recuou para R$ 1,93, mesmo assim encerrando o dia com uma alta expressiva de 3,32%. De Nova York, Meirelles anunciou por volta das 15h40 que o BC iria realizar leilão de venda de dólares.

Os detalhes do leilão foram divulgados no início da noite. O BC ofertará amanhã até US$ 500 milhões em leilão de venda conjugado com compra futura de dólares. As propostas serão acolhidas das 11h30 às 12 horas e o leilão será realizado por meio telefônico, exclusivamente através das instituições dealers (bancos autorizados a negociar diretamente com o BC). Cada instituição poderá comprar, no máximo, 20% do montante de US$ 500 milhões. A taxa de câmbio utilizada para venda dos dólares será a divulgada no boletim das 11 horas de amanhã. Cada instituição poderá apresentar somente uma proposta. O resultado do leilão será divulgado a partir das 12h30.

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