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O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu ontem um "marco regulatório moderno" para o pagamento com cartões no Brasil. Em discurso transmitido por videoconferência para o seminário internacional sobre cartões realizado na sede do BC, no Rio, ele ressaltou que o uso de cartões para pagar compras no varejo tem crescido a taxas de três dígitos.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu ontem um "marco regulatório moderno" para o pagamento com cartões no Brasil. Em discurso transmitido por videoconferência para o seminário internacional sobre cartões realizado na sede do BC, no Rio, ele ressaltou que o uso de cartões para pagar compras no varejo tem crescido a taxas de três dígitos. "No Brasil, há oportunidades para desenvolvimento do marco regulatório (de cartões), importante para a expansão consistente, confiante e segura do sistema", disse Meirelles. O diretor de política monetária do BC, Aldo Mendes, que também participa do seminário que termina hoje, destacou que o País vive uma transição entre dois ciclos na indústria de cartões. O primeiro, que está se encerrando, foi de realização de estudos e entendimento do que é essa indústria pelo BC e secretarias de direito econômico vinculadas aos Ministérios da Justiça e Fazenda. O segundo, que se inicia agora, diz respeito aos passos que serão dados para "tornar esse ambiente mais competitivo". Cade. A questão regulatória também é alvo de preocupação do conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Otavio Chinaglia. Segundo ele, o órgão corre o risco de parar a partir de agosto por falta de quórum para julgar processos. Isso porque os mandatos de três de sete conselheiros, inclusive o dele, vencem entre o fim de julho e 12 de agosto. Como o quórum mínimo para julgamentos no órgão é de cinco conselheiros, a instituição estará impedida de tomar decisões.

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