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Meirelles qualifica pacote do governo dos EUA como audacioso

SÃO PAULO - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, qualificou o plano do governo americano de US$ 700 bilhões para controlar a crise financeira nos Estados Unidos de audacioso. O dirigente disse que as medidas não vão evitar prejuízos, mas devem estabilizar o sistema.

Valor Online |

"Esperamos que seja bem-sucedido", afirmou.

Meirelles disse que a atual crise, em volumes absolutos de perdas, tem uma dimensão que supera crises financeiras anteriores. Ele lembrou ainda que, diferentemente de outras ocasiões, agora outras instituições, além de bancos, foram afetadas pelos problemas de falta de liquidez.

A respeito da situação no Brasil, Meirelles voltou a afirmar que as condições macroeconômicas do país são bem diferentes das do passado e possibilitam ao país enfrentar a crise de forma mais preparada. O presidente do BC lembrou, no entanto, que uma das consequências dessas turbulência será o impacto no crescimento econômico do Brasil. "A economia é mais resistente, mas certamente isso (a crise) deve levar a uma desaceleração da economia brasileira", afirmou.

Ele destacou que, mesmo diante da turbulência, os investimentos continuam fortes, com taxas de crescimento de dois dígitos, e a indústria e o comércio seguem crescendo, com consequente evolução da massa salarial e expansão da classe média.

Meirelles acrescentou que o BC continuará atento à situação em andamento para tomar as medidas necessárias. "Estamos monitorando hora a hora, dia a dia. Nós estamos levando esse assunto com a maior seriedade. O fato de o Brasil estar bem, não quer dizer que subestimamos a crise. O que estamos é serenos de que o Brasil está fazendo o dever de casa", disse.

Meirelles voltou a destacar que o país está mais preparado para enfrentar esse momento de turbulência por conta do compromisso da autoridade monetária no sentido de manter a inflação dentro da meta e de construir as reservas internacionais de mais de US$ 200 bilhões. Ele também lembrou como ponto positivo o esforço fiscal adicional feito pelo governo, que elevou informalmente o superávit primário de 3,8% para 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

"(Bianca Ribeiro | Valor Online)"

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