SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que os problemas fiscais na Europa não devem provocar uma crise comparável à de 2008 e acrescentou que o Brasil está mais resistente a abalos externos.

Embora admita que seja possível um agravamento da crise, ele evitou projeções pessimistas.

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Meirelles: problemas na Europa não se comparam à crise de 2008

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que os problemas fiscais na Europa não devem provocar uma crise comparável à de 2008 e acrescentou que o Brasil está mais resistente a abalos externos.

Embora admita que seja possível um agravamento da crise, ele evitou projeções pessimistas.

Reuters |

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que os problemas fiscais na Europa não devem provocar uma crise comparável à de 2008 e acrescentou que o Brasil está mais resistente a abalos externos.

Embora admita que seja possível um agravamento da crise, ele evitou projeções pessimistas.

"As perdas são dimensionadas e conhecidas, inclusive a perda potencial", disse Meirelles a jornalistas após evento em São Paulo.

"O Brasil mostrou em 2008 que está bem preparado para enfrentar crise (...) e essa resistência na realidade depois da crise aumentou, e não diminuiu", acrescentou ele, citando o aumento das reservas internacionais, a maior confiança de empresários e consumidores e a expansão "vigorosa" da economia.

Meirelles enfatizou a importância de uma regulação firme das instituições financeiras para manter um sistema sólido contra crises.

"O grande desafio é que os problemas não são criados na contração, são criados na expansão", afirmou.

Ele não fez comentários sobre política monetária e disse que as observações do Banco Central sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) serão apresentadas na ata da reunião, a ser divulgada na próxima semana.

Na véspera, o Copom elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto, para 9,50 por cento ao ano, em decisão unânime.

Sobre câmbio, Meirelles reiterou que o Banco Central não tem uma meta para o dólar e que os leilões de compra de dólares no mercado têm objetivo de enxugar o fluxo excedente de moeda estrangeira para o país.

Nesta quinta-feira, o BC comprou dólares em duas operações. Apesar disso, a moeda fechou em baixa de 1,20 por cento, a 1,732 real, na menor cotação de fechamento frente ao real desde janeiro.

(Reportagem de Silvio Cascione)

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