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Meirelles: IPCA-15 veio consistente com a Focus

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou hoje que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de abril, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), veio dentro da mediana de expectativas da pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central com os analistas de mercado. Segundo ele, o indicador, que mostrou aumento de 0,48% em abril, está consistente com as expectativas do BC para a inflação no mês.

AE |

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou hoje que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de abril, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), veio dentro da mediana de expectativas da pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central com os analistas de mercado. Segundo ele, o indicador, que mostrou aumento de 0,48% em abril, está consistente com as expectativas do BC para a inflação no mês.

Para Meirelles, que participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o resultado de abril mostra uma queda da inflação em relação ao primeiro trimestre. Segundo ele, os três primeiros meses do ano foram "bastante pressionados" por uma série de itens, de caráter pontual, e alguns itens de caráter mais geral.

Meirelles lembrou que a projeção de inflação do Focus para 2010 é de 5,32%, enquanto o Relatório de Inflação do BC prevê uma inflação, para este ano, de 5,2%, tanto no cenário de referência quanto no de mercado. Ele disse que, para 2011, o Focus prevê uma inflação de 4,8%, enquanto que o Relatório de Inflação prevê um indicador de 4,9% no cenário de referência e de 4,4% no cenário de mercado. Meirelles lembrou, no entanto que essas estimativas são de 30 dias atrás e que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve fazer novas previsões na próxima reunião.

Cartão de crédito

Meirelles reafirmou hoje que não cabe à autoridade monetária regulamentar o setor de cartões de crédito no Brasil. Segundo ele, a Lei 4.595 estabelece que o BC deve atuar somente em temas relacionados às instituições financeiras, e esse não é o caso da indústria de cartões de crédito. Durante audiência pública na CAE, Meirelles lembrou que um projeto de lei sobre o tema está em tramitação no Senado e que um grupo de trabalho composto por representantes do Ministério da Justiça e do Ministério da Fazenda e do próprio BC estuda o setor e apresentará propostas para a normatização da indústria de cartões. "Este é um processo ainda em andamento, mas, no final desse processo, pode-se entender que é preciso mesmo uma ação legislativa", afirmou Meirelles.

Aos senadores, ele falou ainda sobre o regime cambial chinês e afirmou que sua mudança é um tema "absolutamente crítico para a economia mundial". Segundo Meirelles, o problema é que a China tem, atualmente, excesso de poupança interna com câmbio desequilibrado. Ao mesmo tempo, segundo ele, os Estados Unidos têm baixa poupança e grande déficit externo. "Certamente, este tema será objeto de debate das reuniões do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) e do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), em Washington", disse, referindo-se aos encontros que serão realizados na capital dos Estados Unidos.

Política fiscal e política monetária

Meirelles evitou entrar em um debate a respeito dos efeitos da condução da política fiscal sobre a política monetária. O tema foi levantado pelo senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA). Ele afirmou que o BC será obrigado a aumentar juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), porque a economia está num aquecimento muito forte após ter saído da crise de 2008/2009. Segundo Magalhães, há divergências sobre o uso da capacidade instalada, fator importante para a calibragem da taxa de juros.

"É importante ressaltar que o BC vem cumprindo a sua parte, mas o controle da inflação não pode ser só na meta (de inflação) e no manejo das taxas de juros. Há uma deficiência na política fiscal", afirmou o senador. Na avaliação dele, se não houve um controle dos gastos, não haverá possibilidade de uma redução substancial dos juros. "O governo tem gastos de custeio crescentes, e esse aumento dos gastos é responsável pelo aquecimento da economia. A ideia não é jogar o BC contra o Ministério da Fazenda, mas um ajuste da política é necessário para permitir a redução dos juros", acrescentou Magalhães.

Henrique Meirelles não aceitou a provocação de Magalhães e limitou-se a agradecer os elogios do senador em relação ao trabalho do BC. Outro senador, Eduardo Suplicy (PT-SP), elogiou Meirelles pela decisão de permanecer no BC até o final do ano em vez de se candidatar a uma cargo eletivo. "Ainda que o senhor reúna todos os méritos para ser vice-presidente do País ou governador de Goiás", disse Suplicy. Acrescentou que a permanência de Meirelles no comando do BC significa tranquilidade e garantia de acerto da política monetária até 31 de dezembro próximo.

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