Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Meirelles garante recursos às empresas

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, garantiu que será atendida toda a demanda das empresas brasileiras por recursos para rolagem de dívidas contraídas no exterior. Para isso, serão utilizadas as reservas internacionais acumuladas pelo BC, que vai oferecê-las para suplementar o crédito externo que foi cortado para todos os países, incluindo o Brasil, disse Meirelles a jornalistas em Nova York.

Agência Estado |

Terá acesso aos recursos qualquer empresa brasileira com dívida externa vencendo até dezembro de 2009. A demanda é estimada em US$ 20 bilhões, mas Meirelles indicou que não há limite. Segundo ele, o compromisso é de que toda a demanda para rolagem de dívida externa será atendida pelo BC.

Os recursos das reservas internacionais irão para os bancos que vão atender essas empresas. "Uma postura competitiva dos bancos oficiais deve acontecer durante o ano", acrescentou. O início dessas operações está previsto para o fim deste mês. Meirelles estimou que, "na medida em que o BC vai oferecer linhas para suplementar o crédito externo, a oferta total quantitativa de crédito deve ser normalizada. Aí, vamos olhar com atenção a questão dos preços. A questão competitiva é fundamental". Meirelles fez as declarações depois de uma palestra em evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA.

Meirelles observou que o BC também está atendendo a toda demanda das empresas para crédito à importação e vai continuar assim. O presidente avaliou que a oferta doméstica de crédito está normalizada, mas "o preço e as condições estão muito elevados". Uma das razões importantes para isso, acrescentou ele, é que o crédito externo não está normalizado, e, portanto, "o crédito doméstico é pressionado pelas empresas que não conseguem fazer rolagem no exterior e tomam empréstimo no Brasil".

Henrique Meirelles terá um encontro hoje no Federal Reserve, em Nova York. Os bancos centrais brasileiro e americano têm um acordo de swap (troca) de moedas, mas Meirelles disse que "não foi necessário usar até agora". No dia 18 de setembro, um dia depois dos problemas com o Lehman Brothers, Meirelles esteve em Nova York para uma uma reunião com o Federal Reserve Bank regional.

Aproximadamente um mês depois da visita, no dia 29 de outubro, o Fed anunciou a linha de troca de moedas com o Brasil, entre outros BCs mundiais.

Meirelles lembrou que o acordo de swap de moedas do Fed com o Brasil é de US$ 30 bilhões e que, no caso de o País fazer uso do dinheiro, a troca ocorreria em porções de US$ 5 bilhões. O BC colocaria um montante em reais equivalente a US$ 5 bilhões na conta do Fed, e o BC dos EUA colocaria US$ 5 bilhões na conta do BC do Brasil. "É bom ter (a linha de swap), mas não pensamos que foi necessário usar até agora." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG