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Meirelles diz que problema de crédito no Brasil está em recuperação

SÃO PAULO - O cenário de fornecimento de crédito no mercado brasileiro é de recuperação, conforme avaliou nesta tarde o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Segundo o dirigente, na última semana de outubro a queda na concessão de novos empréstimos foi suavizada, sobretudo se comparada à redução de 30% observada na primeira semana de outubro, perante a primeira semana de setembro.

Valor Online |

"(O crédito) chegou ao final de outubro ainda com queda frente à última semana de setembro, mas uma queda já pequena. Na ponta, era menor", disse Meirelles, lembrando, no entanto, que na média do mês a queda ainda é "razoável". Os dados oficiais do Banco Central sobre o mês de outubro serão conhecidos por meio da Nota de Crédito do BC no próximo dia 25.

Na avaliação dele, essa suavização da baixa no fornecimento de crédito já responde às medidas de liquidez que o Banco Central tem adotado, entre elas os leilões de dólar a vista e no mercado futuro, além da liberalização gradual do compulsório recolhido pelo setor bancário. "Vamos aguardar os efeitos e ver como será novembro", disse.

Ainda que tais medidas já apontem para o que o dirigente classifica de recuperação, Meirelles admite que alguns setores sofrem mais do que outros. Ele mencionou, por exemplo, uma baixa na demanda no setor de siderurgia em outubro, cujos clientes são indústrias voltadas para a ponta de consumo, como indústria automobilística e de linha branca.

O presidente da autoridade monetária voltou a mencionar o volume significativo de atuações do BC para injetar liquidez no mercado doméstico. Nas transparências apresentadas em sua exposição durante almoço da Lide, em São Paulo, Meirelles apontou colocação de US$ 40 bilhões até o dia 5 deste mês.

Dentro desse total, o maior montante veio por meio de leilões de swap cambial (US$ 26 bilhões). Além disso, leilões de linha com opção de recompra somaram US$ 5,8 bilhões, operações compromissadas com linhas de exportação totalizaram US$ 3,1 bilhões. Ofertas à vista no mercado de câmbio ficaram em US$ 5,1 bilhões.

Meirelles fez questão de afirmar que apenas as ofertas à vista saíram do total de reservas internacionais do país, que se situavam em US$ 204 bilhões no dia 10 de novembro. Para Meirelles, essas reservas chegariam a US$ 234 bilhões considerando o swap de moedas obtido junto ao Federal Reserve, o banco central dos EUA. que aceitou trocar US$ 30 bilhões e ficar com montante equivalente em reais.

Na ocasião do anúncio do acordo com a autoridade monetária americana Meirelles disse ter visto em uma publicação a notícia de que o Fed tinha reforçado o quadro de liquidez no Brasil. "Na verdade é o Brasil que reforça a liquidez dos Estados Unidos com reais" , brincou Meirelles.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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