Apesar do temor do Fundo Monetário Internacional (FMI) de aquecimento da economia brasileira, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse acreditar que o órgão está sendo "conservador" ao prever crescimento de 5,5% para o País neste ano. "A previsão do FMI vem subindo, mas ainda é conservadora", avalia.

Apesar do temor do Fundo Monetário Internacional (FMI) de aquecimento da economia brasileira, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse acreditar que o órgão está sendo "conservador" ao prever crescimento de 5,5% para o País neste ano. "A previsão do FMI vem subindo, mas ainda é conservadora", avalia. "Acredito que vá subir mais. Nossa (BC) previsão de crescimento, para este ano, é de 5,8%."

Meirelles, que participou na manhã de hoje do Fórum Empresarial de Comandatuba, no litoral sul da Bahia, disse ainda não ter lido o relatório do FMI, que cita o temor de pressão inflacionária e de piora nas contas externas.

O presidente do BC afirmou que a despeito de "ciclos monetários normais", a taxa básica de juros deve manter tendência de queda nos próximos anos e que o grande desafio do País, agora, é o planejamento de longo prazo. "A atual situação de estabilidade e previsibilidade da economia nos dá a condição de olhar para o futuro", afirmou.

Sobre a recomendação, feita pelo FMI, para que instituições bancárias tenham uma taxação extra para criar um "fundo anticrise", Meirelles disse que "o País já tem um sistema financeiro equilibrado e uma taxação bastante sólida sobre o sistema financeiro." "Temos a norma prudencial que é uma das mais rigorosas do mundo e, na última crise, o sistema financeiro não demandou nenhum centavo de dinheiro público. Cada país tem de analisar da maneira que lhe faça sentido."

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