SÃO PAULO - As condições macroeconômicas brasileiras e as medidas adotadas pelo governo para enfrentar a crise internacional foram mais uma vez ressaltadas pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, nesta tarde. Segundo ele, o Brasil sairá mais rápido e com mais força desse período de turbulência.

"Temos tido pânico na sociedade em relação à inflação. Agora, há pânico em relação à atividade. Nem o primeiro se mostrou correto, nem o segundo será evidenciado pelos fatos", afirmou. "Há diversas razões para crer que a desaceleração no Brasil será de menor duração e menor intensidade do que em outros países", acrescentou.

O dirigente voltou a defender a necessidade de "serenidade" nesse momento e disse que a manutenção do arcabouço de política econômica - sustentada pelo tripé de metas de inflação, câmbio flutuante e política fiscal responsável - dará condições para que empresas e famílias mantenham os planos de médio prazo. "Isso tende a dar alento à atividade", disse.

Meirelles reiterou que os dados sobre concessão de crédito, cujos números mais recentes foram divulgados ontem, já mostram recuperação da liquidez e da liberação de empréstimos no mercado interno. Conforme os dados, houve expansão de 4,7% nas concessões até o dia 24 de novembro sobre a média do mesmo período de outubro.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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