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Meirelles diz que governo ainda não vê necessidade de pacote econômico

BRASÍLIA - É prematura uma previsão sobre uma melhora na crise de crédito internacional, cuja oferta dificilmente voltará aos níveis anteriores à quebra do banco americano Lehman Brothers em 15 de setembro. Mesmo assim, o governo ainda não vê necessidade de um pacote de medidas de suporte à economia doméstica, afirmou, nesta segunda-feira, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles.

Valor Online |

 

"Vamos aguardar", disse Meirelles em entrevista, à TV Bloomberg. Segundo ele, o governo continua "monitorando" a situação interna. Quanto à adoção de um pacote semelhante ao anunciado pela China, que prevê investimentos de US$ 586 bilhões até 2010, ele respondeu que o governo brasileiro não tem ainda "um plano definido, e as necessidades ainda não estão claras".

O presidente do BC reiterou que a economia brasileira será atingida por uma "desaceleração" em 2009, seguindo a tendência global de retração prevista pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). "O Brasil será impactado por isso", afirmou ele, "mas o que esperamos é que o Brasil vai crescer acima do movimento global, porque está melhor preparado".

Meirelles destacou que a crise de liquidez internacional afetou o mercado interno com o agravamento em setembro. "Houve uma queda gradativa", mas o sistema financeiro fechou outubro "com uma margem de decréscimo numa escala menor", sobre o mês anterior.

Ele lembrou que a autoridade monetária tem respondido com medidas de injeção de liquidez em reais e em dólares na rede bancária, e que várias ações foram direcionadas aos bancos oficiais, sendo necessário "aguardar o efeito" dessas medidas. "O governo tem deixado claro que está preparado para tomar as medidas necessárias", reiterou.

Sobre o retorno do crédito nos mercados internacionais, Meirelles afirmou ser "prematuro fazer previsões". E alertou que "é razoável supor que o nível de crédito que prevalecia antes da crise dificilmente será retomado".

Questionado se espera que ocorram novas operações de fusão bancária, como a do Itaú com o Unibanco anunciada semana passada, novamente Meirelles foi cauteloso ao afirmar ser preciso "aguardar os próximos movimentos" do mercado. Ele voltou a comentar que as incorporações no sistema financeiro devem ser vistas com normalidade em todo o mundo nesse período de crise, "em função da desalavancagem global".

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