SÃO PAULO - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, voltou a afirmar na tarde desta terça-feira que a crise financeira internacional é séria, mas que o país tem condições de agir com serenidade e não adotar medidas precipitadas, tomadas no calor dos acontecimentos.

Acordo Ortográfico Para Meirelles, atitudes desse tipo tendem a se mostrar "equivocadas". "A situação é severa, é grave. Ontem, a percepção de gravidade era maior do que hoje. Amanhã, vamos ver", reforçou.

Segundo Meirelles, embora a situação cotidiana seja "impactante", é preciso ter calma porque as perspectivas quanto aos resultados da crise estão oscilando com muita força. Para ele, o mais importante no momento é olhar para a frente e verificar em que pontos a crise americana pode sugerir movimentos e ajustes de política econômica.

Meirelles também avaliou que o pacote de socorro ao setor financeiro proposto pelo governo dos EUA, de US$ 700 bilhões, é relevante para que seja possível estabelecer um piso para a desvalorização dos ativos hipotecários. Segundo ele, se esses ativos continuarem caindo, vai haver cada vez mais "instabilidade".

Ele considerou que a dificuldade política de aprovação do plano pelo Congresso americano acentuou o estresse dos agentes, o que resultou em maiores saques em mercados mais líquidos, devido ao aumento da aversão a risco. "O impacto da crise no setor real da economia começa agora a ser medido", disse Meirelles, após palestrar em evento na capital paulista.

Leia mais sobre a atual crise financeira

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.