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Meirelles diz que Brasil está preparado para piora na Europa

Presidente do BC lembra que país saiu "relativamente bem" da pior crise dos últimos 70 anos

EFE |

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou hoje em Nova York que o Brasil está "bem preparado" para enfrentar uma possível piora da situação macroeconômica na Europa e um hipotético contágio a outros países. "No pior dos casos, como ocorreu anteriormente e embora consideremos que seja improvável, poderia haver problemas nos canais internacionais do crédito, assim como no fluxo de fundos", explicou Meirelles em uma coletiva na Bolsa de Nova York após participar da cerimônia de abertura do pregão.

Por isso, as autoridades "supervisionam muito de perto o desenvolvimento da situação na Europa e qualquer sinal que possa indicar uma piora", embora ainda seja "cedo demais" para antecipar que consequências o Brasil poderia sofrer.

Meirelles lembrou que a crise que seguiu à queda do Lehman Brothers, em setembro de 2008, foi a pior em 70 anos e, mesmo assim, "saímos relativamente bem e agora estamos mais fortes", já que as reservas de divisas se encontram em níveis recorde.

Além disso, as reservas de capital que se exigem aos bancos já se elevaram com relação ao nível requerido antes da derrubada do Lehman Brothers. Segundo ele, isso permitirá fornecer liquidez ao sistema se, por causa da crise na Europa, os mercados de crédito voltarem a se esgotar, como ocorreu no final de 2008 e em 2009. Em paralelo, a produção industrial e o ritmo de criação de emprego no primeiro trimestre de 2010 foram os maiores da história no Brasil.

Além disso, a economia cresce com força graças ao consumo interno e as previsões de diversas entidades apontam que o país pode crescer em torno de 7,5% em 2010, o que por sua vez despertou certos temores a que esteja se produzindo um aquecimento.

Em abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê um crescimento para este ano de 5,5% no PIB brasileiro, alertou sobre possíveis riscos de "reaquecimento" na economia do Brasil e aconselhou suprimir as políticas de estímulo econômico no país, algo que o Executivo já tinha começado a fazer. Quando a inflação, o presidente do BC disse que está "absolutamente" sobre controle, e assegurou que a entidade não modificou seus objetivos inflacionários para 2011.

No dia 28 de abril, o Banco Central elevou em 0,75 pontos, até 9,5%, suas taxas de juros, que se encontravam em seu nível mais baixo desde que a entidade começou a regulá-los em 1996. A alta do preço do dinheiro, uma medida amplamente esperada pelo mercado, respondeu a uma tentativa de conter a inflação, que se situou nos 2,06% no primeiro trimestre do ano.

A inflação terminou 2009 no 4,31%, abaixo das previsões oficiais, e para este ano o Governo marcou como alvo um percentual entre 2,5% e 6,5% anual. Meirelles participou hoje na cerimônia de abertura de Wall Street como ganhador do prêmio "Pessoa do ano", outorgado anualmente pela Câmara de Comércio Brasileiro-Americano "em reconhecimento a suas contribuições para estreitar a relação entre os Estados Unidos e o Brasil", explicaram seus responsáveis.

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