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Meirelles diz que BC agirá vigorosamente contra inflação

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira que a crise financeira dos Estados Unidos e a alta de preços internacionais geraram uma tendência de inflação no Brasil, mas disse que o BC vai agir vigorosamente para conter a inflação.

Rodrigo Ledo ¿ Último Segundo/Santafé Idéias |

 

O BC está comprometido a fazer o necessário, enquanto for necessário, para assegurar uma convergência da inflação para o centro da meta já no ano 2009. Nesse contexto, a sociedade deve ter segurança e não deve ter dúvidas de que o BC saberá responder vigorosamente a mudanças no cenário da inflação, disse o presidente do BC em apresentação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Ele ressaltou que índices macroeconômicos do País sustentam a segurança nacional, mas que novos aumentos de juros serão adotados se forem necessários para o combate à inflação.

O convite ao presidente do Banco Central teve influência decisiva da oposição, que critica o governo por não ter planejado de forma eficiente a economia de forma a preparar o País para a pressão inflacionária vinda do exterior, em função de altas como a do petróleo e alimentos, e também pelo aumento do consumo das famílias no mercado interno, que tende a aumentar preços pela maior demanda de produtos e serviços.

Henrique Meirelles enfatizou que o BC e o governo estão trabalhando para controlar a inflação, porque o mais importante dos custos da inflação é [a queda no] poder compra trabalhador, o salário médio real.

Com a inflação alta, o salário real médio tende a ser baixo, e com a queda da inflação há alta do salário real médio. É muito importante que se mantenha a inflação baixa sob controle, visando manter o salário real, porque quando cai o salário real, caem vendas e a produção, avaliou Meirelles, para em seguida confirmar a tendência de aumento de juros para segurar o processo inflacionário.

Otimismo

O presidente do Banco Central procurou dar um tom de otimismo à sua fala. Em sua exposição inicial aos senadores da CAE, citou diversos números do bom momento da economia brasileira, como os altos índices de crescimento econômico, emprego, consumo, salários, produção agrícola e exportações.

De 2002 a 2007, as exportações brasileiras têm crescido 173%, mais que a média mundial nesse período, de 50%. Outro fator da maior importância é o saldo do investimento estrangeiro direto, que acumulou US$ 38 bilhões nos 12 meses até maio deste ano, maior valor registrado até hoje, contabilizou Henrique Meirelles, acrescentando que tais investimentos garantirão maior oferta de bens e serviços e diminuirão a pressão inflacionária: Com a economia mais sólida e estável, temos empresas e investidores colocando investimentos no Brasil para aumentar a produção de bens e serviços e atender a demanda crescente.

Meirelles mencionou ainda que há um crescimento desde 2003 de forma continuada das vendas do comércio, que acumulou em 12 meses até junho um crescimento de 10,2%.  A taxa de desemprego está caindo. O desemprego em maio foi de 7,9%, o melhor número registrado na série, e a tendência é de queda continuada. O rendimento médio também tem crescido, a massa salarial desde 2006 cresce mais de 6% ao ano [acima da inflação], comemorou.

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