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Meirelles diz que ações do CMN reforçam oferta de crédito em R$ 120 bi

BRASÍLIA - As medidas de flexibilização adotadas ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) vão gerar um potencial de R$ 120 bilhões em novas operações de crédito, afirmou nesta quinta-feira o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. De acordo ele, trata-se de mais uma ação anticrise, com o intuito de irrigar o mercado de crédito nacional.

Redação com agências |

Segundo o presidente do BC, apenas a mudança na forma de contabilização dos crédito tributários intertemporais deve permitir que os dez maiores bancos do país aumentem os empréstimos em R$ 87 bilhões.

Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Meirelles reiterou que o Brasil tem possibilidade de ter um crescimento superior à média mundial em 2009. Para justificar essa previsão, ele citou que a expansão do PIB brasileiro neste ano será vigorosa em função da forte demanda interna, situação diferente da vivida dos países asiáticos, cujo crescimento tem sido puxado pelas exportações.

Para o presidente do BC, essa é uma condição que pode atrapalhar os países da Ásia no ano que vem, "porque leva tempo para se estimular a demanda interna, em substituição à demanda externa".

Meirelles voltou a dizer que a crise financeira pegou o Brasil com uma atividade produtiva forte, setor financeiro solvente e com risco crédito reduzido, ao contrário do que aconteceu nos EUA e na Europa.

Em sua apresentação, ele listou aos senadores as várias medidas tomadas pelo Banco Central desde o agravamento da turbulência financeira, principalmente para evitar uma crise de liquidez nos bancos menores, ressaltando que a liberação de compulsório até o último dia 15 atingiu R$ 98 bilhões.

Ainda segundo o chefe da autoridade monetária, as intervenções no mercado de câmbio já somaram US$ 53,4 bilhões. Deste total, US$ 9,8 bilhões foram vendidos diretamente da reservas em operações à vista, enquanto as operações de swap movimentaram US$ 28,9 bilhões.

Os leilões de venda com compromisso de recompra atingiram US$ 10,8 bilhões e as linhas para comércio exterior somaram US$ 2,4 bilhões. A não rolagem de um swap reverso teve um impacto de mais US$ 1,5 bilhão.

O presidente do Banco Central acrescentou que as medidas de auxílio às exportações tem contribuído para regularizar operações de ACC, cuja média diária em dezembro retornou aos patamares de agosto, em torno de US$ 200 milhões por dia.

Meirelles ressaltou também que o governo está fazendo sua parte "com responsabilidade fiscal", adiantando ao senadores que a dívida líquida do setor público em relação ao PIB deve ter ficado em 35,7% em novembro, menor patamar desde julho de 1998 (36,5%).

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