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RIO - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu uma série de reformas estruturais no Brasil para acabar com gargalos como a deficiência de mão-de-obra qualificada e o conflito entre órgãos fiscalizadores e executores, que dificultam o andamento de obras muitas vezes essenciais para o país. "Precisamos de um arranjo institucional.

RIO - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu uma série de reformas estruturais no Brasil para acabar com gargalos como a deficiência de mão-de-obra qualificada e o conflito entre órgãos fiscalizadores e executores, que dificultam o andamento de obras muitas vezes essenciais para o país. "Precisamos de um arranjo institucional. Tem que se pensar isso no futuro no Congresso, para termos segurança que, de um lado a sociedade tenha uma fiscalização eficaz, mas eficaz também no sentido que as obras possam andar. Esse é um tipo de dilema que temos que amadurecer no Brasil", frisou Meirelles, que foi homenageado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), no Rio de Janeiro. Ele defendeu a necessidade de fiscalização e deixou claro que"o Brasil não vai manter uma sustentabilidade de crescimento sem uma fiscalização confiável, bem feita e eficaz". Segundo ele, essa seria uma demanda de longo prazo, enquanto para prazos mais curtos uma questão urgente é a deficiência de mão de obra qualificada, embora o bom momento da economia nacional tenha provocado, nas palavras do presidente do BC, uma"invasão de cérebros". "Uma das coisas que mais me preocupa hoje é a questão da disponibilidade de mão de obra qualificada no futuro", disse Meirelles. (Rafael Rosas | Valor)
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