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Meirelles defende operações de swap entre juros e dólar feitas pelo BC

BRASÍLIA - A política monetária restritiva em curso já está colaborando para reduzir o déficit em conta corrente externa, que tem previsão de atingir US$ 21 bilhões no ano, disse hoje o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Ele também sinalizou que espera que o real se desvalorize frente ao dólar no futuro, ao afirmar ser altamente provável que as operações de swap reverso voltem a registrar receitas para o BC.

Valor Online |

Na audiência trimestral na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Meirelles procurou rebater críticas do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), sobre o elevado déficit na conta corrente do país com o exterior. O senador citou que o ajuste de swap acumulou prejuízos equivalentes a RS$ 3,68 bilhões para o Tesouro Nacional em 2008 até maio e contribuem para o aumento desse déficit.

Meirelles respondeu que os contratos de swap significam aquisição futura de dólares para as polpudas reservas internacionais do Brasil. E que são variáveis os custos de se ter reservas de US$ 200 bilhões, pois as reservas são um seguro altamente eficiente da economia brasileira.

O swap é um acordo para troca de rentabilidade, onde o BC dá às instituições financeiras a variação da taxa de juros (Selic) no caso reverso, e recebe, em contrapartida, a variação do dólar. Como o preço do dólar tem caído, o BC perde.

Meirelles explicou que no passado, os contratos de swap representavam até 70% das reservas e hoje são 11%. Ele afirmou ainda que os custos desse tipo de ajuste são muito variáveis em função da evolução das cotações da moeda americana, lembrando que até 2005 o BC teve ganhos líquidos com o swap.

Sobre este ano, com a constante valorização do real, Meirelles mostrou na CAE gráficos com os resultados negativos do swap para o BC. Mas comentou: Dependendo, evidentemente da evolução, é altamente provável que volte a ser positivo, num certo momento, dependendo da evolução das contas correntes e com tudo o que se configura para a frente para a evolução dos fluxos de comércio e financeiros do mundo.

Segundo o presidente do BC, as reservas nos dão a segurança de que aqueles que forem especular, em algum momento de incerteza, contra o real vão enfrentar um Banco Central com poder de fogo de mais de US$ 200 bilhões.

Ele disse ainda que a autoridade monetária está atuando para reduzir o déficit em conta corrente, pois os juros em alta reduzem o crédito, desestimulam o consumo e, por consequência, os investimentos. Boa parte das aceleradas importações representam a compra externa de máquinas e equipamentos, que são investimentos da indústria brasileira.

Uma política monetária que assegure um equilíbrio maior entre as diversas equações da economia brasileira de oferta e demanda, e que possa desacelerar um pouco esse crescimento elevado doméstico, certamente vai se refletir, indiretamente, nas importações, afirmou o presidente do BC.

Ele concluiu afirmando que também são adotadas medidas de simplificação de regras cambiais, o que ajuda a ampliar o volume de exportações e, por consequência, o saldo comercial.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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