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Meirelles: crédito caiu 13% em 8 dias úteis de outubro

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, informou ontem à noite, durante Comissão Geral da Câmara dos Deputados, que o crédito caiu 13% nos oito primeiros dias úteis de outubro em comparação com setembro. Segundo ele, trata-se de um dado preliminar que pode não refletir o resultado do mês.

Agência Estado |

Em resposta a deputados da oposição, Meirelles reconheceu que essa queda é uma preocupação do governo neste momento, mas afirmou que o crédito não está paralisado: "O crédito não parou completamente."

Meirelles previu que, com os leilões de dólares destinados ao comércio exterior, a liquidez para as empresas será restabelecida. "Foi uma medida correta, e acreditamos que a liquidez será restabelecida", afirmou.

O presidente do BC afirmou ainda que, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana que vem, levará em consideração a oferta de crédito e as incertezas em relação à crise internacional. Respondendo a um questionamento do líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), Meirelles afirmou que o Brasil está saindo da armadilha dos juros altos. O presidente do BC aproveitou para lembrar que os juros em 1999 estavam em 45% ao ano e caíram para os 13,75% ao ano de hoje.

"O BC busca a implementação séria da meta de inflação. O plano que seguimos busca dar estabilidade e preservação da política econômica e monetária", afirmou o presidente do BC. Segundo ele, a tendência é de que a taxa Selic caia ao longo do tempo. Meirelles rebateu as críticas segundo as quais os juros altos foram responsáveis pela alta do dólar. "A apreciação do câmbio foi provocada por vários fatores. Não é unilateral os juros", afirmou. O presidente do BC lembrou que, quando a taxa Selic era de 25% ao ano, o dólar estava em R$ 3,40.

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