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Meirelles cita PIB para defender política monetária

Os bons números do Produto Interno Bruto (PIB) foram usados pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para defender a política monetária, constantemente criticada pelo rigor com a inflação. Conforme informações transmitidas à imprensa pela sua assessoria, Meirelles afirma que o atual ciclo de crescimento é alicerçado na opção pela estabilidade de preços.

Agência Estado |

De acordo com o presidente do BC, o aumento do investimento produtivo no trimestre "atesta claramente os benefícios da estabilidade e da previsibilidade" da economia. Para ele, a tranqüilidade econômica brasileira favoreceu o nível recorde de investimento, indicador medido pela Formação Bruta de Capital FIxo, que cresceu 5,4% no trimestre, melhor desempenho desde o início da série histórica.

Para avaliar o desempenho da economia, Meirelles tomou emprestado o termo "robusto", usado constantemente pelo colega de governo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "O crescimento do PIB trimestral vem mantendo taxas robustas, evidenciando expansão disseminada pelos vários setores produtivos", disse Meirelles, conforme a nota distribuída pela assessoria de imprensa.

BNDES

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje que o Brasil deve crescer este ano cerca de 5,5%. Para o ano que vem, ele espera uma desaceleração, mas "certamente ficará acima de 4%". Em sua apresentação no seminário de comemoração dos 200 anos do Ministério da Fazenda, Coutinho disse que a tendência de crescimento do País no longo prazo é de 5% ao ano.

Ele avalia que a crise internacional não vai impedir essa tendência de crescimento porque ela é sustentada no mercado interno. "O Brasil tem condição singular de sustentar seu crescimento com relativa autonomia a despeito da situação internacional", avaliou, destacando que a crise não vai interromper o ciclo de elevação de investimentos que tem sido estimulado pelo alto retorno proporcionado pela dinâmica interna da economia.

Para Coutinho, a taxa de investimento na economia brasileira vai chegar a 21% do PIB em 2010 e os dados divulgados hoje pelo IBGE reforçam essa trajetória. Ele calcula, contudo, que com a descoberta do petróleo do pré-sal e os investimentos que serão necessários para viabilizar a exploração do petróleo nessa camada ultraprofunda no mar, o nível de investimento pode superar essa taxa.

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