O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse hoje que a autoridade monetária vai agir para manter a inflação dentro das metas já em 2009. A sociedade não deve ter dúvidas de que o Banco Central saberá agir rigorosamente para preservar as conquistas da economia brasileira, afirmou.

Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Meirelles disse que o objetivo do Banco Central é trazer a inflação para o centro da meta (4,5%) já no próximo ano. "O BC está comprometido a fazer o necessário, e enquanto for necessário, para levar a inflação ao centro da meta já em 2009", disse ao comentar que não há vantagem econômica em se conviver com uma inflação mais elevada. Aos senadores, Meirelles lembrou que "é muito importante que os empresários tenham segurança que o Banco Central está comprometido em manter a inflação baixa, na meta".

Para atingir este objetivo, o Banco Central iniciou em abril o aperto monetário com aumento do juro básico da economia. Meirelles defendeu a decisão ao afirmar aos senadores que, "subir e descer os juros acontece em toda a economia do mundo". O presidente do BC observou, contudo, que a elevação de juros que ocorre atualmente acontece em patamar inferior ao registrado nos últimos anos. Ele apresentou um gráfico para comparar o nível atual da taxa de 12,25% ao ano com os 26,50% do final de 2003 e os 19,75% ao ano do final de 2005. "Estamos fazendo isso em patamares menores ao longos dos anos. O ciclo de alta existe, mas nós estamos trabalhando com níveis de crescimento da economia cada vez maiores e juros cada vez menores", disse Meirelles, referindo-se à menor extensão dos ciclos de alta de juros.

Durante a apresentação, Meirelles mostrou dados que comparam a evolução da inflação com os salários reais. Os indicadores mostram que a inflação em alta reduz o rendimento real do trabalhador, o que foi avaliado como negativo por Meirelles. "É muito importante se manter a inflação na meta, baixa, visando ao aumento do salário real. A inflação alta também prejudica as vendas e desorganiza o planejamento econômico", afirmou.

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