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Meirelles: Vamos fazer aquilo que precisa ser feito

Na véspera do primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), mas sem citar o encontro que definirá o rumo da política monetária amanhã, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou ontem à noite que a autoridade monetária continuará a fazer aquilo que precisa ser feito para preservar as conquistas do País até o momento mesmo que haja críticas ao trabalho da instituição. Isso (as conquistas) é resultado da nossa capacidade de fazer as coisas certas, de adotar políticas que, de fato, possam ser objetos de críticas, defendeu.

Agência Estado |

"Todos na vida podemos não só ter pontos de vista diferentes, mas, principalmente, tudo tem o seu custo", disse, durante premiação da revista IstoÉ, em que foi homenageado como o "Brasileiro do Ano".

Para o presidente do BC, o fato concreto é que o País está crescendo com estabilidade e, para manter essa expansão, segundo ele, é preciso manter a responsabilidade e a perseverança. "Posso dizer a vocês que vamos continuar trabalhando, vamos continuar fazendo aquilo que precisa ser feito porque precisamos preservar as conquistas", disse, enfatizando as conquistas representadas pelos 41 milhões de brasileiros que venceram a linha de pobreza e entraram na classe média.

Durante o discurso, Meirelles ressaltou as qualidades econômicas brasileiras. Disse que o País, a cada dia que passa, deixa de ser uma das raízes da crise e passa a ser parte da solução e citou os prognósticos mais positivos que instituições internacionais fizeram recentemente ao Brasil comparativamente a outras nações. "No momentos em que órgãos como a OCDE e o FMI consideram que, desta vez, o Brasil vai ter um desempenho melhor do que a média do mundo, inclusive melhor do que os emergentes, isso mostra a qualidade do que está sendo feito pelo Brasil", salientou.

O presidente do BC voltou a dizer que o País chega à atual crise financeira internacional mais forte do que entrava no passado, principalmente depois de ter incorporado 41 milhões de brasileiros na classe C egressos da classe D e E nos últimos anos. "O Brasil entra (na crise) com uma massa salarial que cresceu 8,6% ao ano nos últimos 12 meses, o País criou dois milhões de empregos e, muito importante, um País que foi capaz de tomar decisões, de fazer políticas que foram objeto de muita crítica - e continuam sendo objeto de crítica", afirmou.

Em seguida, Meirelles enumerou algumas ações do BC, como a acumulação de reservas internacionais na casa dos US$ 207 bilhões, posicionamentos no mercado futuro que permitiram, de acordo com ele, encarar a crise com maior serenidade, e a mudança no perfil da dívida pública, já que hoje o Brasil é credor líquido internacional em moeda estrangeira. "Isso dá mais confiança, pois o País é hoje uma nação em que o governo podem ser parte da solução ao invés de ser parte do problema."

Alencar

Logo após o pronunciamento do presidente do BC, subiu ao palco o vice-presidente da República, José Alencar, conhecido por suas críticas ao trabalho da autoridade monetária, em especial em relação à taxa de juros, considerada elevada. "Nosso presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o Brasileiro do Ano (segundo a revista IstoÉ), acaba de sair e disse que há críticas ao trabalho e, de repente, me chamam para a tribuna", disse, arrancando risos da platéia. "Mas hoje é um dia em que todos nós estamos levando-lhe o nosso abraço de parabéns pela firmeza com que ele tem conduzido o Banco Central e por ter recebido o prêmio de Brasileiro do Ano, ainda que não tivesse baixado os juros", continuou, levando a platéia ao riso novamente. "Imagina se tivesse feito (a redução da Selic)", prosseguiu.

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