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Medvedev cancela acordo sobre gás e Ucrânia recua

O presidente russo, Dimitri Medvedev, cancelou neste domingo o acordo firmado com União Européia e Ucrânia sobre o envio de observadores para acompanhar o trânsito do gás russo para a Europa, o que levou Kiev a recuar na questão que criou o impasse.

AFP |

Medvedev destacou que a decisão foi provocada por um adendo manuscrito feito pelo lado ucraniano no documento formal do acordo. Logo em seguida, Kiev informou à Comissão Européia que abria mão da emenda

"Penso que quem assinou este documento e acrescentou reservas sabe das consequências legais de suas ações", disse Medvedev na TV. "Assim, somos obrigados a considerar este documento nulo e sem valor para nós. Não aplicaremos isto enquanto o adendo não for retirado" pela parte ucraniana.

O premier russo, Vladimir Putin, telefonou ao presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, para denunciar a "inadmissível" atitude de Kiev de emendar o acordo por conta própria.

Após conversar com Putin, o presidente da Comissão Européia telefonou à primeira-ministra ucraniana, Yulia Timochenko, que autorizou a retirada do adendo feito pelos ucranianos.

Segundo Durão Barroso, um novo documento deverá ser firmado pelas partes.

No adendo, a Ucrânia declarava não ter dívida com a companhia russa de gás Gazprom e rejeitava as acusações de roubo de gás.

"A Ucrânia não tem qualquer dívida com a Gazprom e já resolveu todos os assuntos financeiros referentes ao gás consumido", destacava o manuscrito.

O envio de observadores europeus para verificar o trânsito de gás pela Ucrânia é uma exigência fundamental de Moscou, que acusa Kiev de desviar o produto para o próprio consumo.

O acordo tinha sido firmado na véspera, após gestões diretas do primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, cujo país ocupa a presidência rotativa da União Européia.

Topolanek foi pessoalmente à Rússia para conversar com Putin, visando à rápida retomada do fornecimento do gás russo a vários países europeus, interrompido há dias devido ao conflito entre Moscou e Kiev.

Na ocasião, Putin advertiu que a retomada do fornecimento poderia ser suspensa se Moscou constatasse novos "roubos" de gás no trajeto pela Ucrânia.

"Quando o mecanismo de controle entrar em vigor, abriremos imediatamente o gás, mas olharemos quanto gás entra no território ucraniano e quanto gás sai. Se constatarmos roubos e se parte do gás se perder, reduziremos novamente os fornecimentos na mesma quantidade", disse Putin no sábado.

O forte inverno que atinge a Europa torna a questão do fornecimento do gás russo, utilizado em calefação, fundamental para alguns países da UE.

or/lm/LR

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