Os brasileiros estão mais otimistas com relação às perspectivas para o mercado de trabalho. De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o medo de perder o emprego no primeiro trimestre teve uma queda de 4,1% na comparação com o último trimestre de 2009.

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O indicador registrou 82 pontos. Com isso, atingiu o menor valor desde o início da série histórica, em 2003. O economista da CNI Marcelo Azevedo observou que o índice acumula uma queda de 15,7% desde o pico apurado, em março de 2009. Ou seja, durante a crise financeira mundial.

"Há uma percepção generalizada de que a crise global já terminou. Não há mais preocupações com demissões. Pelo contrário. As pessoas estão conscientes de que as empresas estão contratando novamente", disse Azevedo. Segundo ele, a expectativa para os próximos meses indica, pelo menos, a manutenção do indicador em um nível baixo.

O economista avaliou que um movimento de alta na taxa básica de juros, a Selic, pelo Banco Central, poderá arrefecer um pouco o ânimo dos trabalhadores, mas não será capaz de inverter a curva de retração do indicador verificada ao longo dos últimos meses. "Não vejo nenhuma fonte de problemas no futuro. Podem ocorrer pequenos ajustes", destacou.

Segundo a pesquisa, 53% dos entrevistados afirmaram não temer o desemprego. Em dezembro do ano passado, o índice era de 50%. Já o percentual daqueles que declararam que estão com muito medo de perder o emprego caiu de 19% no último mês de 2009 para 15% em março.

"É bem possível que os trabalhadores tenham a percepção de que o mercado passa por um momento favorável e de que podem trocar de emprego com mais facilidade caso estejam infelizes", disse Azevedo.

O levantamento foi feito entre os dias 6 e 10 de março, a partir de 2.002 entrevistas.

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