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Medo de recessão mundial derruba principais Bolsas

As Bolsas européias e asiáticas desabaram, e os mercados americanos seguiam a mesma tendência, nesta quinta-feira, diante dos crescentes temores de uma profunda e longa recessão da economia mundial, resultante da crise financeira que minou, perigosamente, o sistema bancário.

AFP |

Wall Street abriu com leve queda, hoje, que aumentou rapidamente e mostrou a força da realidade da crise mundial, após a euforia com a vitória do democrata Barack Obama, na terça-feira.

As praças sul-americanas também registravam tendência de baixa. A Bolsa de São Paulo, por exemplo, a maior do subcontinente, abriu com perda de 2,29%.

Duras quedas se impuseram no fechamento dos mercados europeus: Londres despencou 5,70%; Paris, 6,38%; Frankfurt, 6,84%; Madri, 6,27%; Milão, 5,06%; e Moscou, mais de 6%. As Bolsas asiáticas já haviam encerrado o pregão em queda: Tóquio perdeu 6,53%; Hong Kong, 7,1%; Seul, 7,6%; Sydney, 4,30%; Xangai, 2,44%; e Jacarta, 4,3%.

"Após a eleição de Obama, os investidores recuperaram a sobriedade e voltaram sua atenção para os verdadeiros problemas da economia", comentou Masatoshi Sato, corretor da Mizuho Investors Securities.

Em Nova York, o Dow Jones havia perdido 5,05% na quarta-feira, e o Nasdaq, 5,53%, enquanto novos índices recordavam que o presidente Obama, que assumirá seu cargo em 20 de janeiro, terá de enfrentar uma situação econômica bastante degradada nos Estados Unidos.

O setor privado americano perdeu 157.000 empregos em outubro, após ter cortado 26.000 vagas em setembro. A atividade no setor de serviços nos EUA também se retraiu em outubro, segundo o índice ISM dos diretores de compras do setor.

Esses números deixam entrever más notícias em relação às estatísticas de emprego, cuja publicação na sexta-feira é esperada com preocupação pelos investidores.

O BCE reduziu sua principal taxa de juros, em meio ponto percentual, a 3,25%, como se previa, enquanto o Banco da Inglaterra (BoE) anunciou um corte recorde em sua taxa diretriz, de 1,5 ponto percentual, a 3%.

Essas medidas têm como objetivo tranqüilizar os mercados e dar um pouco de oxigênio à economia. Aparentemente, porém, segundo os analistas, levaram os mercados a cogitar que a situação, em especial da economia britânica, possa ser até pior do que se pensava até agora.

bmm/tt/sd

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