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O crescente temor de uma recessão mundial voltou a afetar as Bolsas nesta quinta-feira, levando Tóquio a registrar o pior resultado em duas décadas e deixando a Europa em queda livre pelo segundo dia consecutivo, depois da quarta-feira de perdas históricas em Wall Street.

Poucos minutos depois da abertura, o índice Footsie 100 da Bolsa de Londres perdia 5,86%.

Em Frankfurt, principal Bolsa da zona euro, o DAX retrocedia 5,19%, enquanto o índice CAC de Paris perdia 5,81%.

Quedas também eram registradas em Madri (-4,95%), Milão (-6,10%), Amsterdã (-6,41%), Oslo (-5,14%) e Zurique (-4,6%).

Na Rússia, as cotações voltaram a ser suspensas durante uma hora nas duas Bolsas de Moscou em conseqüencia das fortes quedas.

Na Ásia, a Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de quinta-feira em queda de 11,41%, a segunda maior de sua história. O índice Nikkei 225 perdeu 1.089,02 pontos, a 8.458,45 unidades.

Esta é a segunda maior queda em percentual do Nikkei em uma sessão desde a criação do índice em 1950, atrás apenas da baixa de 14,90% de 20 de outubro de 1987, depois do crac nos Estados Unidos.

As outras Bolsas asiáticas também registraram resultados catastróficos: Seul perdeu 9,4%, Hong Kong 4,8%, Sydney 6,7%, Nova Zelândia 4,82%, Xangai 4,25%, Taipé 3,25% e Manila 5,2%.

"Está claro que é pânico e que vai durar. Os mercados de valores mudaram fundamentalmente", afirmou Clifford Bennett, da Sonray Capital Markets, de Melbourne.

A Bolsa de Nova York teve na quarta-feira seu pior dia em mais de 20 anos, em um mercado vítima do pânico pela fragilidade da economia americana. O índice principal, Dow Jones, caiu 7,87%.

Com o aumento dos sinais de qye os Estados Unidos está à beira da recessão, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, advertiu que a reativação da economia americana não será "imediata".

Bernanke destacou que a atividade econômica "já havia se desacelerado antes do recente agravamento da crise".

Os líderes europeus, reunidos quarta-feira em Bruxelas, pediram um encontro mundial antes do fim do ano para reformar o sistema financeiro, reforçando assim a pressão sobre os Estados Unidos.

bur/fp

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