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Medo da recessão e resultados empresariais derrubam bolsas européias

Redação Central, 25 out (EFE).- Os efeitos da crise nos resultados empresariais e na conjuntura econômica voltaram a derrubar as bolsas européias esta semana, na qual a cotação do euro caiu consideravelmente, mais de 6%, diante da previsão de um corte de juros.

EFE |

Assim, com indicadores que falam de recessão em alguns países, as quedas nos principais mercados da Europa oscilaram entre 13,48% do índice Ibex-35 da Bolsa de Madri - a segunda maior queda semanal de sua história - e 4,09% do CAC-40 da Bolsa de Paris.

Com o euro a menos de US$ 1,25 na sexta-feira, nível de abril de 2006, as bolsas européias caíram esta semana em menor medida que a Bolsa de Madri, ao escaparem dos efeitos da nacionalização da previdência na Argentina. A Bolsa de Frankfurt caiu 10,16%, a Bolsa de Milão perdeu 8,16% e a Bolsa de Londres caiu 4,42%.

As bolsas européias subiram na segunda-feira com o apoio dos bancos, depois dos 10 bilhões de euros de ajuda recebidos pela ING, assim como pela alta das petrolíferas, graças à alta do petróleo e a colaboração de Wall Street.

As palavras do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, sobre novas reduções de impostos nos EUA e a alta dos indicadores de tendência americanos animaram os mercados, nos quais também se destacou a queda da Volkswagen e as altas das ações do setor tecnológico.

Na terça-feira, com as novas ajudas aos bancos na Grécia e na França, os mercados abriram em alta, mas os resultados empresariais, a evolução de Wall Street e, novamente, os temores dos investidores sobre uma recessão provocaram perdas no fechamento.

As bolsas européias caíram em média mais de 5% na quarta-feira.

Neste dia, as perspectivas ruins de resultados e as contas apresentadas por muitas empresas, como o banco Wachovia, a baixa do euro a menos de US$ 1,28 e a queda do setor petroleiro castigaram as bolsas.

No final da semana, as companhias automobilísticas, com várias perdas devido aos resultados da Daimler, e os bancos, pelas perdas do Credit Suisse, também tiveram protagonismo. Além disso, ao longo da semana, outros fabricantes de carros anunciaram demissões ou o fechamento temporário de fábricas, devido à menor demanda.

Nestes dias, nos quais o euro caiu consideravelmente, também por efeito de operações de arbitragem com divisas, desciam os juros na Suécia, para estimular o crescimento, enquanto subiam na Dinamarca e na Hungria, para apoiar suas moedas.

No último dia da semana, apesar da corte da produção do petróleo decidida pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o Brent caía US$ 62 e as bolsas lembravam os 79 anos do crack da Bolsa de Nova York em 1929.

Neste dia, à parte dos muitos resultados empresariais publicados esta semana, influenciou a queda no PIB do Reino Unido, que caía 0,5% no terceiro trimestre, pela primeira vez em 16 anos. EFE ads/an

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