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Medo da inflação é o maior desde 2002, aponta Inec

Desde 2002 o consumidor brasileiro não se mostrava tão preocupado com a inflação. É isso o que aponta a pesquisa Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), divulgada nesta sexta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Devido ao medo da alta dos preços, o otimismo em relação à economia recuou no segundo trimestre deste ano.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

O quesito inflação foi um dos que mais colaborou para a queda no otimismo do índice geral de expectativas com a economia, que passou de 111,5 pontos para 109,8, uma queda de 1,6%. Os dados da inflação fecharam o segundo trimestre em 105,5 pontos contra 118,4 do período anterior. O número é o mais baixo desde março de 2002, o que mostra a grande preocupação dos consumidores brasileiros com o tema.

O Inec usa como base o valor 100, computado em 2002, quando a primeira pesquisa foi realizada. Assim, qualquer valor acima de 100 prevê uma expectativa positiva em relação à economia, e valores abaixo mostram pessimismo.

Por isso, apesar da queda de 1,6% no índice geral, os consumidores brasileiros continuam com uma expectativa otimista em relação à economia. Quando comparados os dados do segundo trimestre de 2008 com os de 2007 a queda foi de 1,2%, passando de 111,1 para os atuais 109,8.

De acordo com o economista da CNI, Marcelo Souza Azevedo, a inflação foi o item mais significativo na pesquisa do Inec e está sendo sentida principalmente nos bens de consumo não duráveis, como a alimentação. Mas ele afirma que outros itens também puxaram o índice.

Apesar do medo da inflação, os brasileiros estão comprando mais bens durváeis, como móveis e eletrodomésticos. De acordo com a pesquisa, a expectativa otimista para o consumo destes itens teve um crescimento de 6% na comparação com março e de 7,1% quando comparado com junho de 2007, chegando aos 111,1 pontos.

De acordo com Azevedo, o fenômeno está retratado na ampliação do endividamento e abundância de crédito. No primeiro caso, de acordo com a pesquisa, a expectativa positiva em relação ao endividamento caiu de 104,8 no primeiro trimestre para 102,4 no segundo, mostrando que os consumidores esto mais endividados do que antes.

Esse endividamento também influi na situação financeira, que teve leve queda em relação ao primeiro trimestre, passando de 111,2 pontos para 110,3. O quadro, de acordo com Azevedo, mostra que o crescimento do consumo não deve se sustentar até o final do ano.

"Na medida em que vai aumentando o endividamento, isso vai se refletir na situação financeira e não dará mais para continuar com as compras de maior valor. Ainda não é sinal vermelho, nem sequer amarelo, mas a coisa pode mudar daqui para o final do ano. Não vou dizer que vai cair (o consumo), mas não será possível manter o crescimento", explicou.

Desemprego

Outro ponto levantando pela pesquisa diz respeito ao medo do desemprego. O receio dos brasileiros também aumentou neste quesito, passando de 126,2 pontos no primeiro trimestre para 120,5 no segundo. Apesar disso, o índice ainda mantém grande grau de otimismo, visto que no segundo trimestre de 2005 o índice estava com 115,9 pontos.

A pesquisa foi realizada a partir de 2.002 entrevistas com consumidores de 141 municpios, entre os dias 20 e 23 de junho.

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