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Medida provoca transtornos, avaliam importadoras

A decisão do governo de exigir licença prévia de importação para 17 setores da economia foi avaliada pelas importadoras como uma medida intempestiva e que pode potencializar os efeitos da crise mundial no País. A maioria das empresas não foi informada oficialmente da mudança, o que causou uma série de transtornos, dúvidas e preocupações.

Agência Estado |

"Ainda não sabemos detalhes da medida. Estamos tentando falar com a Secex (Secretaria de Comércio Exterior), mas nem eles conseguem nos dar informação correta", afirmou ontem à tarde Thomas Lee, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei).

Segundo ele, com a notícia, as empresas tiveram de brecar uma série de embarques ontem. "Isso vai causar danos à imagem do Brasil. Seremos vistos como parceiros não confiáveis." Para Lee, se o governo estava preocupado com o aumento das importações, deveria ter selecionado produtos de consumo acabado e não mercadorias direcionados à produção. "Vamos pleitear a retirada ao setor dessa exigência."

Na avaliação de Daniel Dias, da Fagor Automation, importadora de máquinas, a decisão do governo vai criar um caos no comércio exterior. Embora o governo afirme que a licença será concedida em dez dias, na prática, os importadores afirmam que o tempo é maior. Além disso, com um volume dez vezes maior, o sistema poderá entrar em colapso, afirma Dias.

As empresas do setor ótico também foram pegas de surpresa. Ontem, segundo dia da medida, ainda havia uma grande confusão, segundo Bento Alcoforado, diretor da associação que representa o setor, a Abiótica. "Não havia ninguém na Secex para dar informações. Não sabemos nem sequer se a regra vai valer para os produtos em trânsito. Simplesmente não há estrutura na secretaria para atender a essa demanda."

A maior preocupação é quanto ao abastecimento de lentes. Metade do mercado é atendido por lentes produzidas no exterior. O presidente do Moinho Pacífico, Lawrence Pih, também tinha dúvidas . "É um contrassenso. O Brasil tem escassez de trigo. Quase a metade do consumo interno de trigo vem do exterior." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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