O candidato republicano à eleição presidencial americana, John McCain, declarou nesta segunda-feira que quer levar todo mundo de volta à mesa de negociações, depois da rejeição do plano de resgate dos bancos pela Câmara de Representantes dos Estados Unidos.

Durante uma coletiva em Des Moines (Iowa, centro dos EUA), McCain explicou que deseja "desempenhar um papel construtivo e levar todo mundo de volta à mesa de negociações".

"Peço ao Congresso que volte imediatamente ao trabalho para resolver esta crise", disse o candidato republicano. "Agora não é hora de determinar quem são os culpados, e sim de resolver o problema".

McCain também afirmou ter conversado por telefone com o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e com o presidente do Fed, Ben Bernanke, antes de viajar a Colombus, em Ohio (norte dos EUA), para um comício.

Contrariando todas as previsões, a Câmara de Representantes dos Estados Unidos rejeitou, por 228 votos a 205, o plano de Paulson, que estipula a liberação de 700 bilhões de dólares para recomprar os créditos podres acumulados pelos bancos no setor imobiliário.

Esta rejeição, inesperada no dia seguinte de um acordo entre o governo e os principais líderes do Congresso, provocou a pior queda da história em Wall Street, com a Bolsa de Nova York despencando 6,71%.

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