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McCain e Obama defendem mais regulamentação e menos gastos públicos

Os candidatos à Casa Branca Barack Obama e John McCain concordaram no primeiro debate das eleições presidenciais, nesta sexta-feira, que a economia americana precisa de mais regulamentação e de menos gastos públicos e impostos.

AFP |

Repetindo seus recentes ataques ao caos regulatório que se criou durante a administração republicana, Obama disse que a atual crise era "o resultado de oito anos de políticas republicanas fracassadas promovidas pelo (presidente) George W. Bush, apoiado pelo senador McCain".

O candidato republicano criticou Obama por aprovar milhões de dólares em gastos públicos para fins eleitoreiros, e afirmou que o futuro governo terá de enfrentar os reflexos da crise controlando os gastos públicos, fazendo uma ampla revisão do trabalho dos diversos órgãos do governo e fechando as agências que não estão funcionando.

Obama rebateu afirmando que McCain e Bush concederam bilhões de dólares em benefícios fiscais para as grandes empresas, mas deixaram de fora o povo americano.

McCain se defendeu dizendo que um imposto empresarial de 35% provoca a fuga de empresas e postos de trabalho para outros países.

Falando diretamente à população, Obama prometeu que 95% dos americanos terão redução da carga tributária e que quem ganha até 250 mil dólares por ano não vai sofrer aumento de impostos.

Os dois candidatos afirmaram ser a favor de um esforço de urgência no Congresso para aprovar o pacote de resgate bancário de 700 bilhões de dólares.

Insistindo que sua atitude no Senado foi a de alertar os outros sobre a crise iminente, McCain disse que "muitos de nós exergaram este trem descarrilando".

O senador do Arizona, porém, declarou sentir-se "um pouco melhor hoje", uma vez que os líderes do Congresso se encaminhavam para um consenso após a apresentação de novos pontos para o plano financeiro por legisladores republicanos, com o objetivo de evitar que os gastos desse resgate recaíssem sobre contribuintes e pequenos investidores.

"Este não é o começo do fim desta crise. Este é o fim do começo se nós conseguirmos aprovar um pacote que mantenha essas instituições estáveis, e temos muito trabalho a fazer", afirmou McCain.

Sobre a questão da energia, os dois candidatos concordaram em que os Estados Unidos precisam se livrar da dependência externa do petróleo, especialmente do Oriente Médio.

McCain defendeu a exploração offshore e criação de 45 usinas nucleares nos Estados Unidos até 2030, o que criaria 700 mil empregos, e destacou que é contrário aos subsídios à produção do etanol.

Obama foi menos objetivo, mas citou o biodiesel e o desenvolvimento de outras fontes alternativas de energia, além da produção de carros de menor consumo e de um uso mais racional dos recursos.

jkb/ap/LR

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