O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, disse neste domingo que não estava questionando o patriotismo do democrata Barack Obama quando declarou que, mais que uma eleição, o senador do Illinois deveria perder uma guerra. McCain, entretanto, enfatizou que seu oponente não entende o que está acontecendo no Iraque.

Em uma entrevista concedida hoje à rede de televisão ABC, McCain tentou suavizar suas declarações contra Obama, mas não se retratou. "O senador Obama não entende o que está em jogo aqui. Ele escolheu um caminho político que o ajudou obter a nomeação do seu partido. Se nós fizermos o que o senador Obama quer fazer, haveria caos, genocídio, maior influência do Irã, talvez a Al-Qaeda estabelecesse uma nova base," no Iraque, disse o senador. Os comentários foram os mais recentes ataques de McCain à política externa proposta por Obama.

Um dos mais antigos amigos de McCain pediu ao candidato republicano que modere as palavras. Não é responsável dizer coisas como essa," disse o veterano senador republicano aposentado Chuck Hagel, de Nebraska. Hagel lutou na Guerra do Vietnã e trabalhou com McCain no Senado durante 12 anos. Ele é contra a guerra no Iraque. Ele pediu, no programa televisivo "Face the Nation" da emissora CBS, que os dois candidatos tenham cuidado com a retórica sobre a guerra.

Durante a entrevista à ABC, McCain também declarou que o Iraque agora era "um aliado estável na região," apesar da sua oposição à proposta de Obama de retirar as tropas em 16 meses. No final da semana passada, McCain disse que o prazo de 16 meses para retirada das tropas americanas do Iraque era "um cronograma muito bom." Mas neste domingo ele esclareceu o comunicado, ao dizer que as "condições de campo" ainda devem determinar quando o grosso das forças americanas deixará o Iraque. "O cronograma não é ditado por uma data artificial, mas pelas condições de campo, as condições de segurança," disse o candidato republicano.

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