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McCain aprova que governo assuma o controle dos gigantes imobiliários

O candidato presidencial republicano John McCain defendeu no sábado a possibilidade de o governo assumir o controle dos dois maiores bancos imobiliários americanos, o Freddie Mac e o Fannie Mae, um dia antes de o Tesouro americano anunciar que colocou essas companhias de refinanciamento hipotecário sob tutela até que elas se recuperem da crise financeira atual.

AFP |

Consultado sobre se o Freddie Mac e o Fannie Mae - que financiam bilhões em hipotecas - deveriam sofrer a intervenção legal do governo, McCain afirmou que achava que isso deveria acontecer.

"Devemos fazer com que as pessoas possam ficar em suas casas", afirmou McCain numa entrevista ao programa ´Face the Nation´, que irá ao ar neste domingo.

McCain acrescentou, no entanto, que a medida não deve significar um cheque assinado em branco para os executivos que recebem salários astronômicos enquanto administram erradamente os grupos hipotecários.

Fannie Mae e Freddie Mac, com estatuto público e apoiado financeiramente pelo governo, mas de propriedade de acionistas privados que possuem ou garantem quase a metade das hipotecas da nação, totalizam mais de cinco trilhões de dólares.

Neste domingo, o governo dos Estados Unidos assumiu o controle dos dois gigantes do crédito hipotecário enquanto eles reestruturam suas finanças afetadas pelas crises do crédito e do setor imobiliário.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, anunciou um plano pelo qual o regulador pode assumir o controle das empresas sob tutela do Estado. A decisão foi tomada após uma "análise profunda da situação atual das duas empresas".

"Estas empresas não serão mais dirigidas com uma estratégia de maximizar dividendos, o que estimulou historicamente investimentos de risco", disse Paulson.

Estas instituições foram castigadas pela crise financeira do ano passado, perdendo cerca de 90% de seu valor ante temores de perdas pelo juros de mora das hipotecas.

Uma lei aprovada em julho passado concedeu ao governo dos Estados Unidos o direito de comprar ações e oferecer liquidez às companhias para evitar o colapso do já frágil sistema financeiro global.

O democrata Barack Obama, por sua vez, classificou essa situação de "extremadamente séria", e disse que qualquer ação que for adotada não deve levar em conta os caprichos dos membros de pressão preocupados com seus lucros.

"Não devemos permitir a intervenção do governo para proteger investidores e especuladores que se apoiam no governo para colher lucros maciços ", indicou Obama em um comunicado.

"Devemos proteger os contribuintes e não pagar a fiança dos acionistas e executivos do Fannie Mae e Freddie Mac", acrescentou.

McCain afirmou que os contribuintes serão ressarcidos através do aumento do preço dos imóveis assim que o mercado se estabilizar.

ds/du/cn

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