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MBA dá nova perspectiva a executivo no campo

Profissionais do agronegócio estão vendo suas carreiras tomarem novo impulso com os MBAs específicos para a área de negócios do campo. O bom momento do agronegócio brasileiro está fazendo crescer a procura por esses cursos - setores como açúcar e álcool, grãos e pecuária são os que mais demandam profissionais especializados.

Agência Estado |

De olho na demanda, universidades como USP e Fundação Getúlio Vargas (FGV) criaram cursos específicos nessa área. Grandes empresas do setor também estão montando seus próprios MBAs para capacitar seus executivos. "Tínhamos oito turmas de especialização em agronegócio em 2006. Hoje já são 14 turmas lotadas", diz Roberto Peirosa Júnior, coordenador de cursos de pós-graduação da FGV. A instituição tem 4 modalidades de especialização na área de agronegócio.

O engenheiro químico José Portinho Júnior, gerente-comercial de etanol da Copersucar, é um dos alunos do mestrado da FGV. Oriundo do setor petroquímico, onde trabalhou por 20 anos, ele vislumbrou novas oportunidades no setor de açúcar e álcool. Após cursar um MBA "in company", patrocinado pela Copersucar, conseguiu unir o conhecimento em petroquímica com a cana-de-açúcar. "Meu projeto de conclusão de curso foi base para a assinatura de um contrato de fornecimento de etanol para a Solvay do Brasil, que vai substituir a nafta e produzir eteno verde a partir do álcool", diz Portinho. O contrato, de 10 anos, prevê o fornecimento de 150 milhões de litros por ano para a Solvay do Brasil, um projeto que terá US$ 500 milhões em investimentos.

Outra empresa do setor de açúcar e álcool que criou seu próprio MBA é a Cosan, que já tem a primeira turma formada, de 22 alunos, no MBA em Gestão e Tecnologia no Setor Sucroalcooleiro. Para montar o curso, a empresa se uniu à Esalq/USP.

Voltado a pessoas em cargos intermediários, a estratégia da Cosan é preparar o futuro quadro executivo, com habilidades para gestão das operações da usina e das plantações de cana-de-açúcar. "Muitos têm formação em agronomia, engenharia e dominam a técnica. Mas as universidades preparam pouco os alunos em gestão", diz Luis Fernando Veguim, diretor-administrativa da Cosan.

Com formação em engenharia agronômica, Gleuber Teixeira começou na Cosan como engenheiro júnior, há dois anos. Pouco antes de concluir o MBA, conquistou o cargo de supervisor da área técnica de produção da empresa e trabalha no planejamento das safras de cana-de-açúcar da empresa. Hoje, um de seus desafios é reduzir os gastos com a mecanização das lavouras, que respondem por até 40% dos custos de operação da empresa. "O curso foi importante para entender as necessidades da área industrial da empresa e afinar a sintonia com a área agrícola", diz.

Segundo Décio Zylbersztjn, que coordena cursos de especialização na USP, já há carência de profissionais especializados em regiões como o Centro-Oeste, de grande expansão do agronegócio. "A expansão é rápida e a saída para as empresas é criar seus próprios cursos, em parceria com instituições de ensino", diz. Segundo dados do Ministério do Trabalho, o emprego no campo cresceu 5,83% de janeiro a abril de 2008 em relação a igual período de 2007, com 87,3 mil contratações.

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