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Mau humor externo puxa dólar para cima

SÃO PAULO - Depois de operar descolado dos fatores externos na terça-feira, o câmbio local voltou a trabalhar conforme o humor internacional, que não é dos melhores hoje, em função da preocupação com o endividamento soberano na Europa e queda no preço das commodities. Por volta das 12h40, o dólar comercial apontava alta de 0,67%, a R$ 1,789 na compra e R$ 1,791 na venda. Na máxima da manhã, a moeda bateu R$ 1,794.

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa americana para entrega em abril também ganhava 0,67%, a R$ 1,7915.

A diretora da AGK Corretora, Miriam Tavares, analisa que o mercado está mais parado hoje. As operações de ingresso que estavam firmes na terça-feira foram coladas de lado em função desse ambiente de incerteza externa.

Contribuindo também para a valorização da moeda foi verificada uma remessa de lucros em volume razoável agora pela manhã.

Ainda de acordo com Miriam, as expectativas seguem boas em termos de ingresso de recursos para o Brasil, mas, para que esse dinheiro entre no país, o investidor global tem de estar disposto se posicionais em ativos de risco.

O que ajudou a prejudicar o apetite por risco foi o rebaixamento de nota de crédito de Portugal. A agência de classificação de risco Fitch Rating cortou a nota soberana do país de " AA " para " AA- " , com perspectiva negativa. Segundo a agência, as perspectivas de recuperação econômica de Portugal são mais fracas do que as dos outros 15 países-membros da zona euro, o que pressionará mais as finanças públicas no médio prazo.

A notícia bateu forte no preço do euro, que fez mínimas para os últimos 10 meses contra o dólar, na casa de US$ 1,33. A libra também perdia espaço para a divisa americana.

A queda no preço das commodities dava fôlego ao dólar. O barril de WTI recuava para a linha de US$ 80,30. Nos Estados Unidos, a venda de casas novas fez mínimas históricas em fevereiro e também foi divulgado um aumento nos estoques de óleo bruto.

(Eduardo Campos | Valor)

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